Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Lula diz que Moraes protegeu a democracia e rebate críticas de Flávio Bolsonaro

Presidente afirmou que ataques ao ministro estão ligados à prisão de Jair Bolsonaro e às decisões sobre os atos de 8 de janeiro.

Lula diz que Moraes protegeu a democracia e rebate críticas de Flávio Bolsonaro
Foto: Evaristo Sa/AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Alexandre de Moraes prestou “dois grandes serviços à democracia brasileira”, principalmente ao comandar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a eleição de 2022. Segundo Lula, Jair Bolsonaro tentou comprometer a credibilidade das urnas eletrônicas.

A declaração ocorreu durante participação no podcast Desce a Letra, em resposta às críticas do senador Flávio Bolsonaro. O presidente disse que o adversário atribuiu a ele responsabilidade pela indicação de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas afirmou que não ocupava a Presidência quando a escolha ocorreu.

“Eu não era presidente quando o Alexandre de Moraes foi indicado para ministro da Suprema Corte”, declarou Lula. Moraes foi escolhido pelo então presidente Michel Temer em 2017. Flávio Bolsonaro tomou posse no Senado em 2019.

Críticas relacionadas à prisão

Na avaliação de Lula, a oposição de Flávio Bolsonaro ao ministro não está relacionada ao caso Banco Master. O presidente associou os ataques às decisões de Moraes contra Jair Bolsonaro e pessoas envolvidas nos atos de 8 de janeiro de 2023.

“A bronca dele do Alexandre de Moraes é que o Alexandre de Moraes prendeu o pai dele e os golpistas que tentaram fazer o 8 de janeiro”, afirmou. Lula também disse que Flávio publicou um vídeo na terça-feira, 15, atribuindo a ele responsabilidade pela indicação do ministro.

Ao rebater o senador, porém, Lula afirmou incorretamente que Flávio já era senador quando Moraes foi escolhido e que teria votado na indicação. O presidente acrescentou que não foi responsável pelas indicações de Kassio Nunes Marques e André Mendonça, feitas durante o governo Bolsonaro.

Lula declarou ainda que qualquer pessoa acusada de cometer delito deve responder por seus atos, com julgamento justo e direito de defesa. Jair Bolsonaro cumpre pena após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado relacionada aos ataques de 8 de janeiro de 2023. O ex-presidente também ficou inelegível por causa de uma reunião com embaixadores em 2022, na qual fez ataques infundados e divulgou desinformação sobre a segurança das urnas.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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