Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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PF investiga conversas de Cezinha sobre reunião com Nunes Marques

Mensagens analisadas na Operação Transparência indicam, segundo a PF, tentativa de tratar de processos com o ministro do STF.

PF investiga conversas de Cezinha sobre reunião com Nunes Marques

A Polícia Federal investiga conversas do deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) sobre uma reunião com o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar de processos de interesse de pessoas ligadas ao parlamentar. As mensagens foram encontradas na análise do celular de Mariângela Fialek, ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL), apreendido em dezembro de 2025.

Cezinha teve endereços ligados a ele revistados na manhã desta segunda-feira, 14, durante a terceira fase da Operação Transparência. A defesa afirmou que o deputado está à disposição das autoridades e prestará os esclarecimentos necessários.

Conversas sobre processos

Em diálogo de 12 de junho de 2025, Mariângela, chamada de Tuca, enviou ao deputado os arquivos “Memorial Rcl 76831.pdf” e “Memorial 79545 – Rel. Min Nunes Marques.pdf”. Ela mencionou a necessidade de pedir vista e solicitou notícias sobre os documentos.

Na conversa, Cezinha afirmou que trataria do assunto e disse que Nunes Marques o atenderia às 16h. Em seguida, explicou que havia avisado uma pessoa sobre um tema a ser levado ao ministro e que enviaria o número antes da conversa por vídeo. Tuca respondeu que a esposa do deputado havia dito que seria necessário despachar, razão pela qual os memoriais foram preparados.

A Polícia Federal interpreta o diálogo como indício de um esquema de comercialização de influência junto a ministros do STF. Os investigadores também afirmam ter identificado um arranjo paralelo para a destinação de verbas públicas a partir das mensagens analisadas.

A referência à esposa foi associada pela PF a Valéria Rodrigues Linhares, advogada e mulher de Cezinha. Conforme a investigação, ela redigia, revisava e assinava contratos de honorários e de cessão de crédito, além de acompanhar o andamento de assuntos nos tribunais superiores.

Avaliação de Flávio Dino

Relator da investigação, o ministro Flávio Dino autorizou a operação e afirmou que as mensagens indicam que o deputado pretendia fazer um pedido direto ao julgador, e não apenas encaminhar documentos. Para Dino, a apuração deve esclarecer a existência, a extensão e a estabilidade de uma estrutura voltada à comercialização de influência no STF, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dino ressaltou que não existem, até o momento, elementos que indiquem “solicitação, aceitação ou recebimento de vantagem indevida por integrantes do Poder Judiciário”.

A defesa de Cezinha declarou que, com o acesso da defesa aos elementos da investigação e ao processo, os fatos serão esclarecidos. Também afirmou que nenhuma irregularidade foi cometida e que medidas de grande repercussão deveriam ter sido conduzidas com distância de circunstâncias políticas ou eleitorais.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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