O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à votação enfrentando uma disputa equilibrada com Flávio Bolsonaro (PL) e submetido a uma avaliação que ultrapassa o confronto eleitoral: o desempenho de seu governo e a imagem construída durante o mandato. O cenário é tratado como um plebiscito sobre a permanência de Lula no Planalto.
O levantamento Indexa/Broadcast divulgado em setembro indicou que 54% dos eleitores consideram que o presidente não merece mais quatro anos de mandato. Em perguntas sobre o que mais preocupa a população — a continuidade de Lula ou o retorno dos Bolsonaro ao poder — os dois cenários aparecem empatados.
A possibilidade de uma decisão no primeiro turno também é apresentada como improvável. O PT mantém, segundo o histórico citado, a dificuldade de encerrar a disputa nessa etapa há mais de vinte anos. Desde a redemocratização, apenas Fernando Henrique Cardoso foi reeleito em turno único.
Críticas ao governo e à campanha
A avaliação negativa mencionada no texto relaciona o terceiro mandato de Lula a gestões anteriores, denúncias de corrupção, investigações envolvendo o filho do presidente no caso do INSS e à proximidade entre Lula e Alexandre de Moraes. As relações do ministro com o banqueiro Daniel Vorcaro também são citadas como fator de desgaste para essa associação.
Declarações atribuídas ao presidente sobre violência contra a mulher, usuários de drogas e mulheres também aparecem entre os elementos apontados como prejudiciais à sua imagem.
Diante do crescimento da oposição, o governo aumentou o Bolsa Família, lançou outro Desenrola e editou uma medida provisória sobre as bets. O texto também menciona quase R$ 20 bilhões em impostos obtidos com apostas online e acusa o grupo político de propagar informações falsas sobre Nossa Senhora Aparecida.
A campanha de segundo turno teria começado na sexta-feira, 2, antes mesmo da divulgação do resultado, prevista para por volta das 21h. Na terça-feira, o Senado deve iniciar a discussão da proposta sobre o fim da escala 6x1. A pauta é apresentada como uma iniciativa eleitoral para Lula e como parte da articulação de Davi Alcolumbre pela presidência do Congresso no ano que vem.








