Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Justiça Eleitoral registra 39.299 novos processos no primeiro semestre

Casos ligados ao poder político passaram de 3.033 em janeiro para 15.296 em junho, segundo dados do CNJ.

Justiça Eleitoral registra 39.299 novos processos no primeiro semestre
Foto: Regularização de contas é o principal motivo entre os novos processos Divulgação/TJPB

A Justiça Eleitoral recebeu 39.299 novos processos relacionados ao poder político entre janeiro e junho deste ano, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O volume equivale a uma média de 215 ações por dia e cresceu de 3.033 casos em janeiro para 15.296 em junho.

Os assuntos mais frequentes foram prestação e regularização de contas, com 46,1 mil registros; regularização de contas anuais, com 5.204; cumprimento de sentença, com 4.114; e questões relacionadas ao cargo de vereador, com 3.455. O CNJ informa que um mesmo processo pode ter mais de um assunto, por isso a soma dos temas pode superar o total de ações.

Considerando os processos pendentes, o número chega a quase 75 mil. Cada ação permaneceu, em média, 449 dias aguardando decisão até o último dia do período analisado.

A prestação de contas é uma obrigação de candidatos e diretórios partidários para garantir a transparência e a legitimidade da atuação partidária durante o processo eleitoral. Em maio, a Câmara dos Deputados aprovou uma minirreforma eleitoral que prevê a flexibilização do relatório e limita a R$ 30 mil as multas por contas desaprovadas de partidos ou candidatos.

Casos de abuso de poder

Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Jair Bolsonaro e Walter Braga Netto inelegíveis por abuso de poder político e econômico durante as comemorações do Bicentenário da Independência. Nas últimas eleições gerais, o tribunal recebeu 267 casos relacionados a abuso, incluindo 27 envolvendo candidatos à Presidência e 23 relativos a candidatos a vice.

No mesmo ano, o TSE cassou o registro de candidatura de Deltan Dallagnol, então candidato a deputado federal. A decisão não o torna inelegível para as próximas eleições, mas o tribunal ainda deve analisar o caso.

Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, está inelegível até 2030 por abuso de poder político e econômico. O Ministério Público Eleitoral o acusou de usar irregularmente recursos públicos e criar programas sociais com finalidade eleitoral nas eleições de 2022.

Para as eleições deste ano, o TSE manteve os valores de 2022, corrigidos pelo IPCA, para o teto de gastos de campanha. O limite é de R$ 133 milhões para presidente, R$ 3,17 milhões para deputado federal e R$ 1,27 milhão para deputado estadual ou distrital. Para senador, varia entre R$ 3,17 milhões e R$ 7,11 milhões; para governador, entre R$ 3,55 milhões e R$ 26,68. Candidatos que ultrapassarem os limites ficam sujeitos a multa de 100% do valor excedido em até cinco dias úteis após a intimação judicial.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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