SÃO PAULO — O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reuniu aliados do bolsonarismo nesta segunda-feira (7), Dia da Independência, em um ato na Avenida Paulista. Os discursos se concentraram em críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e em pedidos de impeachment, sem destaque para propostas eleitorais.
Participaram do evento o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição; o pastor Silas Malafaia; o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que também disputa a reeleição; e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). A mobilização ocorreu em uma tarde fria.
A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro não compareceu. Bia Kicis (PL), que também concorre ao Senado no DF, afirmou que Michelle precisava cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado e enfrenta problemas de saúde.
Flávio foi chamado ao palco por sua mulher, Fernanda Bolsonaro. No discurso, mencionou o ataque a faca contra o pai, ocorrido em Juiz de Fora, em 2018, e classificou o processo relacionado ao 8 de janeiro como uma “farsa” e uma “segunda facada”. Ele disse ter recebido do pai, por “providência divina”, a tarefa de continuar seu projeto político e afirmou usar colete à prova de balas por temer a esquerda política.
O candidato atacou Lula e Moraes, citado ao menos 12 vezes durante a fala. “Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, declarou. Flávio também prometeu indicar cinco ministros para o STF caso seja eleito, afirmando que Moraes deixará a Corte. Segundo ele, os escolhidos seriam contrários ao aborto, às drogas e à ideologia de gênero nas escolas.
Discursos contra Moraes
Tarcísio defendeu que o STF investigue as revelações envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O governador disse que a Corte precisa apresentar uma resposta institucional ao caso. “Ninguém, absolutamente ninguém, está acima da lei”, afirmou.
Malafaia declarou que não subiria ao palco para caluniar ou difamar, mas para expor o que chamou de perseguição da Justiça. Ele citou medidas determinadas por Moraes em agosto do ano passado: o cancelamento de seu passaporte e a apreensão de seu celular. A Polícia Federal havia relacionado essas ações à investigação da trama golpista e apontado o pastor como suposto orientador de estratégias de coação contra ministros do STF. Desde então, segundo Malafaia, ele está proibido de deixar o país e de se comunicar com Jair Bolsonaro.








