Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Jatinho ligado a Vorcaro levou Flávio Bolsonaro e Alexandre de Moraes

Legacy 650 transportou o senador, o ministro do STF e a advogada Viviane Barci em deslocamentos distintos.

Como é o jatinho de Vorcaro usado por Flávio Bolsonaro e Moraes
Foto: reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou dos Estados Unidos para Brasília em janeiro de 2025 a bordo de um Legacy 650 associado pela Polícia Federal a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A mesma aeronave também transportou Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e Viviane Barci, mulher do magistrado.

Flávio embarcou em Fort Lauderdale, na Flórida, na véspera da posse de Donald Trump. Estavam com ele a mulher, as duas filhas e o advogado Willer Tomaz. O registro do voo foi localizado pela PF em comunicações de Tomaz durante a apuração de suspeitas de desvios em aposentadorias do INSS.

Um e-mail de 24 de janeiro de 2025 relacionava o deslocamento de Tomaz e de seus familiares ao de Flávio e dos parentes do senador. Fotografias, reservas, registros de voos e informações sobre aluguel de veículos também foram encontrados no celular e na caixa de e-mails do advogado.

Características do avião

A Prime You, operadora do Legacy 650, e Willer Tomaz estavam entre os cotistas da aeronave. Vorcaro era sócio da empresa naquele período, conforme as informações reunidas pela PF.

O jato tem 26 metros de comprimento, 21 metros de envergadura e velocidade de até 850 km/h. A autonomia é de 6.780 quilômetros, distância suficiente para ligar Rio de Janeiro e Miami sem escala. A aeronave também conta com cabine de baixo ruído, lavabo privativo em compartimentos separados e bagageiro amplo.

A viagem de janeiro faz parte de pelo menos cinco deslocamentos de Flávio Bolsonaro com Tomaz. Vorcaro também cedeu o avião a Moraes e Viviane Barci. O escritório da advogada mantinha contratos milionários com o Banco Master.

Flávio disse manter com Tomaz uma “relação de amizade legítima” e afirmou que qualquer insinuação de irregularidade seria “mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”. Tomaz classificou as viagens como privadas e decorrentes da amizade com o senador. Ele também sustenta que não é investigado no caso do INSS.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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