Flávio Bolsonaro viajou da Flórida, nos Estados Unidos, para Brasília em 19 de janeiro de 2025 a bordo de uma aeronave ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e das duas filhas do casal. O advogado e empresário Willer Tomaz também estava no voo.
O avião, de prefixo PP-NLR, era um jato executivo de alto padrão. Em agosto do mesmo ano, a aeronave transportou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Tomaz, que já foi preso no escândalo da JBS e é investigado no esquema de desvios bilionários do INSS, confirmou ser dono de uma das três cotas do avião.
A Prime You, empresa que teve Vorcaro como um dos sócios, já detinha um terço das cotas na data da viagem. A companhia também operava a aeronave por meio da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços. Vorcaro foi sócio da Prime You de 2021 até setembro de 2025.
Relações empresariais e viagens
Relatório da Polícia Federal informa que cada cota de 33,33% valia 5,5 milhões de dólares em maio de 2025. Naquele período, a Prime You negociava transferir sua participação para o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes. A operação não foi concluída.
Antes do voo para o Brasil, Flávio e Tomaz passaram a noite de 18 para 19 de janeiro no Hard Rock Hotel & Casino, na Flórida. Os dois também viajaram juntos para um safári na África do Sul em março de 2025.
A relação se estendeu ao uso de um apartamento em São Paulo durante a campanha. O imóvel havia sido comprado pela empresa de Tomaz em fevereiro passado de Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro, com deságio de 2 milhões de reais.
Áudio sobre financiamento
Em 13 de maio deste ano, Flávio negou ter enviado a Vorcaro um áudio pedindo dinheiro para financiar um filme sobre o pai. “É mentira. É mentira, pelo amor de Deus!”, disse ao ser questionado por um jornalista. No dia seguinte, prometeu prestar contas do dinheiro em um prazo de 30 dias, mas isso não ocorreu até o momento.
Flávio é investigado pelo STF por corrupção passiva e ativa, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Faltavam 10 dias para o primeiro turno quando essas relações voltaram a ser apontadas como um tema de sua campanha.








