Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Robson Calixto foi condenado por organização criminosa no caso Marielle

Ex-assessor de Domingos Brazão, conhecido como Peixe, intermediou pedido de emenda de R$ 199.999,79 ao gabinete de Flávio Bolsonaro.

Quem é Robson Calixto, o miliciano que cobrou emenda de Flávio Bolsonaro
Foto: Reprodução

Robson Calixto da Fonseca, conhecido como Peixe, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro de 2026, a 9 anos de prisão por organização criminosa armada. Ex-assessor de Domingos Brazão, ele é apontado como um dos principais intermediários dos irmãos Brazão no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018.

Calixto também intermediou um pedido de emenda parlamentar ao gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A solicitação, negociada entre outubro e novembro de 2023, previa R$ 199.999,79 para um projeto de futebol infantil ligado ao Ifop, na Taquara, Zona Oeste do Rio. O bairro é descrito como reduto eleitoral dos irmãos Brazão.

Atuação no caso Marielle

Ex-policial militar e apontado como miliciano, Calixto trabalhava como assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). A Polícia Federal o identificou como interlocutor dos irmãos Brazão, acusados de serem os mandantes do crime.

Na delação premiada de Ronnie Lessa, assassino confesso de Marielle Franco e Anderson Gomes, Calixto é apontado como a pessoa que o apresentou aos mandantes. Lessa também afirmou que Peixe providenciou a submetralhadora HK MP5 usada no assassinato.

A investigação da Polícia Federal apontou Calixto como intermediário entre Domingos e Chiquinho Brazão e outros executores ligados à milícia. Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), ele era homem de confiança dos irmãos e transmitia ordens, além de preservar a lealdade do grupo criminoso.

Pedido de emenda

Enquanto as investigações sobre o caso Marielle estavam em andamento, em 2023, Calixto procurou Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar do gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado Federal. O contato da assessora estava salvo no celular apreendido pela Polícia Federal como “Fafá Flávio Bolsonaro”.

O recurso foi destinado ao projeto esportivo ligado ao Ifop. Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que a emenda foi executada dentro da legalidade. Segundo a defesa, a entidade apresentou notas fiscais dos materiais comprados e devolveu os valores não utilizados. A aplicação dos recursos, ainda conforme a manifestação, caberia à entidade beneficiária, e não ao parlamentar.

Emendas parlamentares permitem que senadores e deputados federais indiquem recursos do orçamento da União para projetos e obras em suas bases eleitorais. A verba pode ser destinada a áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e cultura.

Pelo envolvimento na estrutura miliciana liderada pelos irmãos Brazão, Robson Calixto foi condenado pelo STF por integrar organização criminosa armada.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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