Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Política

Presença de Fachin e Alcolumbre marca desfile de 7 de Setembro em Brasília

Lula fez apelos pessoais para reunir chefes do STF e do Senado, enquanto um conflito entre PF e AGU permaneceu visível na tribuna.

Presença de Fachin e Alcolumbre marca desfile de 7 de Setembro em Brasília
Foto: Reprodução/X@LulaOficial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu reunir no desfile de 7 de Setembro os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Fachin tinha dúvidas sobre a participação, mas aceitou o convite após um apelo pessoal de Lula. Alcolumbre também compareceu ao ato em Brasília.

A composição da tribuna de honra, porém, não eliminou os conflitos que envolvem instituições do Estado. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, estiveram no mesmo espaço, mas não se cumprimentaram. Os dois se desentendem desde a eclosão do escândalo do Banco Master.

Mensagem de Messias

No domingo, 6, Messias publicou nas redes sociais que a função pública deve ser orientada pela Constituição e pelas regras da República, e não por relações pessoais. A declaração ocorreu depois de comentários atribuídos a Andrei, nos bastidores, sobre uma suposta resistência do advogado-geral da União em contestar decisões do ministro do STF André Mendonça.

Uma das determinações mencionadas previa que a Polícia Federal enviasse ao gabinete de Mendonça, em estado bruto, todas as apurações sobre o caso Lulinha. Contrariado com as insinuações, Messias avisou Lula de que faria a manifestação pública. Ele escreveu: “Instituições dialogam com instituições e o fazem às claras, nos limites de suas competências e com respeito à independência e à harmonia entre os Poderes”.

O Palácio do Planalto estimou em 70 mil o público do desfile. Em alguns momentos, participantes cantaram “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e defenderam o fim da escala 6x1, que ainda tramita no Senado.

Disputas no STF

A presença dos representantes dos Poderes ocorreu em meio ao agravamento da crise institucional e às vésperas das eleições. O slogan do evento foi “Soberania, a força que une o Brasil”, tema associado à campanha de Lula ao quarto mandato. Durante o desfile, não houve menção pública à crise na tribuna de honra.

Nos próximos dias, Fachin deverá decidir se leva ao plenário do STF o conflito entre Alexandre de Moraes e André Mendonça e se eventual sessão será aberta ou fechada. O presidente do tribunal aguarda explicações dos dois ministros sobre conversas com Moraes encontradas no celular de Daniel Vorcaro, além de manifestações de Andrei Rodrigues e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

As mensagens foram identificadas pela Polícia Federal em um relatório solicitado por Mendonça para identificar interlocutores de Vorcaro, que está preso desde novembro do ano passado. Moraes acusa o colega de investigação clandestina e improbidade administrativa. Em uma conversa, Vorcaro perguntou ao ministro se era hora de deixar o país.

Embora todos os ministros do STF tenham sido convidados, somente Fachin compareceu. Cristiano Zanin chegou a aparecer na lista divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), que depois foi corrigida.

No ato da Avenida Paulista, em São Paulo, o slogan anunciado foi “Fora Lula, fora Moraes”. A manifestação, conduzida pelo senador Flávio Bolsonaro a partir das 15 horas, teve Moraes como personagem central. O ministro também é apontado como um problema para Lula, que tenta se afastar da crise relacionada às mensagens de Vorcaro.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5