Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Disputa entre ministros amplia debate sobre os limites do STF

A formação de figuras judiciais tratadas como salvadoras é apontada como parte da origem da crise no Supremo Tribunal Federal.

Disputa entre ministros amplia debate sobre os limites do STF
Foto: Wilton Junior/Estadão

A disputa entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) abriu espaço para a formação de um novo personagem judicial tratado como herói, segundo a avaliação apresentada no debate sobre a crise da corte. O embate envolve Alexandre de Moraes e André Mendonça e ocorre após a divulgação de relações potencialmente criminosas de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O episódio é relacionado ao inquérito das Fake News, instaurado de ofício para, supostamente, proteger o tribunal. A avaliação é que o procedimento foi usado por Moraes para atingir Mendonça, invertendo os papéis entre investigador e investigado. Ao mesmo tempo, mensagens de apelo religioso publicadas por Mendonça na internet são descritas como um elemento de messianismo na exposição dos problemas da corte.

A construção de figuras salvadoras

A análise associa a crise do STF à expectativa de que juízes possam resolver problemas atribuídos à política. A frustração com os políticos teria levado parte da população a buscar magistrados vistos como capazes de combater a corrupção, promover justiça social e agir sem prestar contas a ninguém.

Esse processo alcançou diferentes campos políticos. Joaquim Barbosa se tornou uma referência para parte dos brasileiros após comandar o julgamento do Mensalão em 2012. Mais tarde, Sergio Moro foi celebrado em manifestações de rua por sua atuação como juiz da Lava Jato, inclusive com a presença de um boneco chamado Super-Moro.

Durante o governo de Jair Bolsonaro, a admiração se voltou para ministros que entraram em conflito com o presidente em assuntos como a gestão da pandemia, o sistema eleitoral e o equilíbrio entre os poderes. Alexandre de Moraes passou a ser chamado nas redes sociais de “guardião da democracia” e “herói da República”, além de receber o incentivo “vai, Xandão” após decisões.

O conflito dentro da corte

A avaliação ressalta que os atos de 8 de janeiro de 2023 foram golpistas e que havia provas robustas na condenação de Bolsonaro. Também sustenta, porém, que isso não elimina abusos atribuídos ao STF em nome da defesa da democracia, principalmente no inquérito das Fake News.

Nesse cenário, a criação de heróis togados é apresentada como resultado da incapacidade das instituições, inclusive do próprio Supremo, de conter o aumento do poder, do número e da autonomia de juízes, especialmente por meio de decisões monocráticas. A alternativa defendida é investigar os fatos até o fim, sem transformar ministros em símbolos de torcidas políticas adversárias.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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