Eleito senador pelo Paraná, Deltan Dallagnol (Novo) afirma que levará ao Senado a defesa do impeachment de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-procurador da Lava Jato também aponta como prioridade o combate ao que considera abusos do Judiciário.
“A missão da minha vida foi fazer a lei valer igualmente para todos, inclusive para quem veste toga. O Brasil não tem rei, tem lei”, declarou Deltan. Ele foi escolhido para uma das duas vagas do Paraná com cerca de 2,9 milhões de votos, ao lado de Filipe Barros (PL). Os mandatos começam em fevereiro de 2027.
Ao comentar a atuação do Supremo, o senador eleito disse que os integrantes da Corte deveriam preservar a confiança no Judiciário. “Parte deles hoje nos faz passar vergonha”, afirmou.
Decisão sobre candidatura
A confirmação do resultado eleitoral depende de uma decisão definitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Às vésperas da votação, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia indeferido a candidatura. No domingo, 4, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão e autorizou a contabilização dos votos. O mérito ainda será examinado pelo plenário do tribunal.
A origem do caso está na cassação do mandato de deputado federal de Deltan, determinada pelo TSE em 2023. Por unanimidade, a Corte concluiu que ele deixou o Ministério Público Federal enquanto ainda havia procedimentos disciplinares pendentes, situação abrangida pela Lei da Ficha Limpa.
Deltan declarou acreditar que sua candidatura será confirmada pelo TSE. A disputa eleitoral, no entanto, já havia limitado sua campanha: durante a corrida deste ano, o tribunal suspendeu atos do candidato e o impediu de pedir votos, participar de debates e veicular propaganda na etapa final da eleição.








