Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Boulos critica juros e defende que eleição priorize economia e soberania

Ministro considera decepcionante a queda da Selic e afirma que candidatos devem apresentar propostas para o país, além de cobrar apurações independentes.

Boulos critica juros e defende que eleição priorize economia e soberania
Foto: Isabella Almada/Estadão

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou o ritmo de redução da taxa básica de juros e disse que a campanha presidencial deve se concentrar em economia, soberania nacional, políticas sociais e segurança pública. Para ele, a discussão eleitoral não pode ficar restrita a investigações envolvendo políticos e autoridades.

Boulos classificou como decepcionante a atuação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, especialmente diante da manutenção da taxa de juros em 14% ao ano. Na avaliação do ministro, a queda ocorre em ritmo lento e prejudica o crescimento econômico. Ele também questionou a autonomia da instituição e afirmou que o presidente do Banco Central não passa pelo voto popular.

Críticas ao Banco Central e ao ajuste fiscal

O ministro defendeu uma política econômica que preserve o investimento público e as políticas sociais. Disse que o ajuste fiscal não deve atingir médicos do SUS, professores e trabalhadores, mas priorizar a revisão de desonerações, benefícios tributários e incentivos fiscais.

Boulos também citou a despesa anual de quase R$ 1 trilhão com juros da dívida pública. Ao comparar o endividamento brasileiro com o de Japão, Itália e Estados Unidos, questionou os critérios usados por críticos da política fiscal para classificar a dívida do país como explosiva e descontrolada.

Segundo ele, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva ampliou o investimento público em relação à gestão de Jair Bolsonaro, registrou crescimento do PIB acima de 2%, menor inflação acumulada em quatro anos, menor desemprego para os meses de junho e julho desde o início da série histórica e aumento real do salário.

Investigações devem seguir de forma independente

Ao comentar as investigações da Polícia Federal relacionadas ao caso Master, Boulos afirmou que eventuais crimes cometidos por integrantes do Supremo Tribunal Federal devem ser apurados e punidos. Ele não antecipou uma avaliação sobre Alexandre de Moraes, alegando não ter acesso aos autos, e defendeu que o trabalho ocorra de maneira autônoma e sem vazamentos seletivos.

O ministro disse que ninguém está acima da lei e afirmou que o desgaste da imagem do Supremo Tribunal Federal não é positivo para a democracia. Também mencionou a atuação da Corte e de Moraes durante a defesa da democracia e citou a tentativa de golpe, a depredação do gabinete da Secretaria-Geral e o plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”.

Boulos comparou a postura de Lula diante de investigações envolvendo Fábio Luís e Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, à reação de Jair Bolsonaro quando seu filho foi alvo de apurações. Sobre Jaques Wagner, afirmou que o senador se defende e deixou a liderança do governo em comum acordo com Lula, sem receber blindagem.

Debate eleitoral

Na avaliação de Boulos, os candidatos devem se posicionar sobre o fim da escala 6x1, o investimento no SUS e na educação, a segurança pública, os minerais críticos, as terras raras e a geopolítica mundial. A proposta de mudança na jornada de trabalho, que vinha sendo defendida pelo governo, deverá ser votada no Senado somente depois do primeiro turno das eleições.

O ministro também criticou o crescimento de Augusto Cury nas pesquisas e atribuiu a expansão nas redes sociais ao que chamou de manipulação algorítmica. Para ele, o fenômeno precisa ser investigado, inclusive para identificar os responsáveis financeiros e logísticos pela operação. Boulos relacionou Cury a Pablo Marçal e afirmou que o centro político perdeu espaço e capilaridade social.

Ao tratar da disputa presidencial, o ministro disse que há eleitores que não querem votar em Lula nem em Flávio Bolsonaro, mas avaliou que o eleitorado tende a considerar as candidaturas com maior possibilidade de vitória. Ele afirmou que a campanha de Lula deve discutir se o Brasil manterá sua autonomia ou se ficará subordinado aos Estados Unidos.

Boulos também cobrou explicações sobre os recursos recebidos por Flávio Bolsonaro de Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”. Disse que documentos indicariam pagamentos de pelo menos R$ 75 milhões e afirmou que caberá à Polícia Federal esclarecer a destinação do dinheiro. Na avaliação do ministro, há suspeitas de que parte dos recursos tenha sido usada nos Estados Unidos ou para financiar a atuação de Eduardo Bolsonaro contra o Brasil no exterior.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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