O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu a adoção do semipresidencialismo e apresentou nomes que poderiam integrar um eventual governo. Entre eles estão os governadores Ratinho Júnior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, além de Ronaldo Caiado, Tarcísio de Freitas, Aldo Rebelo e Paulo Skaf.
Cury participou de uma sabatina organizada pelo grupo Derrubando Muros, com perguntas sobre sua falta de experiência administrativa. Médico psiquiatra e autor de livros de autoajuda, ele foi questionado sobre como pretende construir apoio no Congresso diante de disputas entre grupos e de pautas de lobby.
Ideia de primeiro-ministro
Ao responder, Cury afirmou que pretende dividir a articulação política com integrantes de sua equipe. Disse que já havia conversado com Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Aldo Rebelo. Para ocupar o cargo de primeiro-ministro, citou inicialmente Tarcísio de Freitas, mas depois recuou ao ser questionado sobre uma possível aproximação com o bolsonarismo.
“Não estou dizendo que vai ser o Tarcísio”, afirmou. Em seguida, explicou que busca alguém com perfil semelhante ao do governador de São Paulo. A proposta prevê um primeiro-ministro responsável por liderar decisões em um eventual sistema semipresidencialista.
O nome de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, também foi mencionado. José Cesar Martins, que conduziu a sabatina, criticou a possibilidade de incluí-lo na equipe. Cury respondeu que avaliaria a sugestão e pediu argumentos para não escolher o dirigente empresarial.
Equipe econômica
Para a área econômica, o candidato citou Marcos Lisboa, Armínio Fraga, Ilan Goldfajn e Mansueto Almeida. Cury disse ter conversado com Lisboa e afirmou que Mansueto, economista-chefe do BTG, teria sinalizado disposição para participar do governo.
Ele também elogiou Goldfajn, ex-presidente do Banco Central, e disse que gostaria de conversar com Armínio Fraga, que integra o Derrubando Muros. Ao comparar Fraga com Paulo Guedes e Guido Mantega para o comando da Fazenda, descartou Mantega e reconheceu que mencionar Guedes já havia provocado desgaste entre eleitores de esquerda, grupo que também pretende atrair.








