Wilder Morais afirmou que pretende aproximar os empregos dos moradores do Entorno do Distrito Federal com a criação de polos industriais e a implantação de meia passagem no transporte coletivo. O candidato ao Governo de Goiás disse que a medida reduziria a necessidade de deslocamento até Brasília. “Vamos colocar o emprego do lado da sua casa. Não vai precisar ir para Brasília”, declarou.
O senador também associou sua candidatura ao crescimento econômico do estado, mas avaliou que os resultados ainda não alcançam a população. “Nosso Estado é muito rico, mas essa riqueza não chega nas pessoas”, afirmou.
Na saúde, Wilder apresentou a criação do SUS Goiás, com uma tabela de preços para viabilizar parcerias com hospitais privados e entidades filantrópicas. A proposta prevê o investimento de R$ 200 milhões no primeiro ano e a eliminação da fila de cirurgias eletivas entre o primeiro e o segundo ano de mandato. Segundo o candidato, cerca de 26 mil pessoas aguardam procedimentos no Estado.
Alianças e eleição
Wilder disse que a chapa estadual do PL vencerá no 1º turno e afirmou que levantamentos internos apontam crescimento de sua candidatura. Ele rejeitou a possibilidade de estruturar a campanha considerando um segundo turno e declarou que a apuração das urnas será decisiva.
Ao falar da composição política, o candidato afirmou que sua chapa reúne o bolsonarismo e o irismo. Ele destacou a vice, Ana Paula Rezende, filha de Iris Rezende, e reforçou a ligação com Jair Bolsonaro, a quem atribuiu apoio em sua chegada ao Senado e na candidatura ao governo.
Wilder disse ainda que as divergências com Gustavo Gayer foram superadas. Reafirmou o deputado e Ozeias Varão como nomes de seu grupo para a disputa ao Senado. Sobre Márcio Corrêa, prefeito de Anápolis que declarou apoio a Daniel Vilela, afirmou ter acreditado nele e o classificou como sabor direita.
Disputa nacional
Na eleição presidencial, Wilder defendeu Flávio Bolsonaro e disse que as citações ao senador no caso Banco Master seriam uma cortina de fumaça. Para ele, Flávio é o melhor candidato da direita para derrotar o PT.
O candidato também criticou uma eventual reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que não deveria haver mais um dia de governo do PT no ano que vem. Disse, porém, que trabalharia com as ferramentas disponíveis para defender os interesses de Goiás caso fosse eleito governador.
Sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, Wilder afirmou que houve uma baderna, mas não golpe. Ele criticou Alexandre de Moraes por envolvimento no caso do Banco Master e defendeu a anulação de atos conduzidos pelo ministro.








