RIO DE JANEIRO — Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionaram nesta segunda-feira, 21, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de aceitar uma ação apresentada por Flávio Bolsonaro (PL) sobre a participação do petista no carnaval do Rio. Lula foi homenageado em fevereiro deste ano pela Acadêmicos de Niterói, na Sapucaí.
Os aliados do presidente contestaram os “alvos seletivos” do processo e destacaram a ausência do ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL). A argumentação é que o governo estadual destinou mais recursos ao carnaval do que a Embratur, então comandada por Marcelo Freixo (PT), que também aparece entre os alvos da ação.
Valores destinados ao carnaval
A defesa de Freixo deve sustentar que a Embratur repassou o mesmo valor a cada uma das 12 escolas do Grupo Especial do carnaval carioca: R$ 1 milhão. Já o governo de Cláudio Castro destinou R$ 40 milhões às escolas e foi o maior patrocinador do carnaval do Rio em 2026.
Castro é aliado de Flávio Bolsonaro e deixou o governo para disputar uma vaga no Senado, mas desistiu da candidatura após vir à tona sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A Embratur e o governo do Rio patrocinam anualmente o carnaval carioca.
A ação aceita pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, questiona Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a primeira-dama Janja da Silva, Marcelo Freixo e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT).
No início do ano, a oposição e técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) questionaram a homenagem a Lula na Sapucaí e apontaram possível campanha antecipada. O ex-ministro Aroldo Cedraz rejeitou a suspensão do repasse de R$ 1 milhão pela Embratur, por considerar que a destinação das verbas foi geral.








