Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Vance exige corte no enriquecimento de urânio para acordo com o Irã

Vice-presidente dos EUA diz que Teerã precisa adotar medidas concretas e questiona quem tem autoridade para negociar pelo país.

Vance exige corte no enriquecimento de urânio para acordo com o Irã

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que o Irã terá de reduzir de forma significativa sua capacidade de enriquecimento de urânio para viabilizar um acordo que encerre a guerra entre os dois países. Em entrevista, ele disse que promessas futuras de limitação do programa nuclear não atendem às exigências de Washington.

Vance defendeu concessões concretas de Teerã e citou o enriquecimento de combustível a 60% como uma questão central. “Não vamos trocar palavras por ações”, declarou.

As negociações ocorrem após sete meses de conflito e incluem a tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o transporte mundial de energia. Donald Trump rejeitou a proposta mais recente do governo iraniano e afirmou que as operações militares podem aumentar depois das eleições legislativas de novembro.

Dúvidas sobre o comando iraniano

Vance afirmou que os Estados Unidos mantêm conversas com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi. Segundo ele, Washington ainda não sabe qual é o grau de autoridade dos dois na estrutura política do Irã.

A dúvida, disse o vice-presidente, surgiu após a morte do líder supremo Ali Khamenei, em ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel no início da guerra. “Uma das coisas que percebemos é que não está totalmente claro como o país deles toma decisões”, afirmou.

O governo iraniano contesta essa avaliação. Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, disse que as autoridades americanas conhecem seus interlocutores e entendem como funciona o processo decisório de Teerã. Para ele, o problema está nas posições contraditórias e nas mensagens conflitantes de autoridades dos Estados Unidos.

Participação de Vance e pressão eleitoral

Crítico do envolvimento americano em guerras no exterior, Vance passou a atuar nas negociações. Em junho, intermediou um acordo provisório de paz que durou pouco. Ele não confirmou se lidera as conversas, mas afirmou que está envolvido e que, em última instância, Trump conduz as decisões.

O vice-presidente também relatou ter conversado com comandantes em campo. Rejeitou preocupações sobre uma escassez crítica de munições e disse que, embora forças iranianas atinjam periodicamente navios comerciais no Estreito de Ormuz, sua capacidade de impedir as exportações de energia pela passagem é limitada.

O conflito, que custa US$ 3 bilhões por mês, tornou-se tema central da campanha para as eleições de meio de mandato. O aumento dos preços da energia pressiona Trump e os republicanos em estados competitivos que podem definir o controle do Congresso.

No Alasca, Vance participou de um comício em apoio ao senador republicano Dan Sullivan, que disputa a reeleição contra a democrata Mary Peltola. Considerado um dos principais nomes para suceder Trump, ele disse que ainda não decidiu se concorrerá à Casa Branca em 2028.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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