O governo da China reafirmou nesta terça-feira (6) sua oposição à venda de armas dos Estados Unidos para Taiwan. A manifestação ocorreu depois da entrega de dois caças F-16V à ilha, que ainda espera receber outros 64 neste ano.
Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, pediu que Washington respeite o princípio de Uma Só China e os compromissos bilaterais relacionados a Taiwan. Ele também defendeu uma atuação prudente do governo americano ao tratar da ilha.
“A questão de Taiwan é um assunto interno da China, e resolvê-la é uma questão que cabe aos próprios chineses e que não admite interferência externa”, afirmou Guo.
Cobrança por compromissos
O representante da diplomacia chinesa reiterou que Pequim rejeita o fornecimento de armamentos americanos a Taiwan. Para o governo chinês, decisões sobre a ilha devem ser tomadas pelos próprios chineses, sem participação de outros países.
Guo também cobrou a implementação dos entendimentos alcançados em uma reunião entre os presidentes da China e dos Estados Unidos. Além do princípio de Uma Só China, ele citou os três comunicados conjuntos China-EUA como referências que Washington deve respeitar.
A cobrança pelo cumprimento desses compromissos foi apresentada junto ao pedido para que os Estados Unidos mantenham uma postura prudente em relação a Taiwan.








