NOVA YORK — O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, determinou que a delegação iraniana deixasse imediatamente o território norte-americano após as negociações entre Washington e Teerã chegarem a um impasse. A representação era liderada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e participava da Assembleia Geral das Nações Unidas.
A ordem foi comunicada à missão iraniana pela representação dos Estados Unidos junto à ONU na noite de segunda-feira. Horas depois, a comitiva seguiu para o aeroporto e embarcou durante a madrugada de terça-feira com destino a Doha, no Catar.
A Casa Branca iniciou a segunda-feira com expectativa de que as conversas pudessem avançar. Ao longo do dia, porém, o governo do presidente Donald Trump concluiu que as negociações não haviam produzido uma saída para o impasse.
Significado diplomático
Uma autoridade norte-americana afirmou que, com o encerramento da Assembleia Geral da ONU, os integrantes da delegação iraniana já haviam ultrapassado o período em que sua permanência era considerada bem-vinda pelos Estados Unidos. Uma fonte também indicou que Araghchi pretendia deixar o país na noite de segunda-feira e seguir depois para Teerã. Nesse contexto, a determinação de Rubio teve principalmente significado político e diplomático.
As conversas realizadas em Nova York em 22 de setembro reuniram representantes dos dois países. Steve Witkoff e Jared Kushner participaram pelo lado norte-americano, enquanto Araghchi representou o Irã. Na ocasião, Trump demonstrou otimismo sobre a possibilidade de um acordo, mas depois rejeitou uma proposta apresentada pelo governo iraniano em negociações indiretas realizadas durante a Assembleia Geral.
Os principais temas são o programa nuclear iraniano, as sanções econômicas e as condições para uma solução do conflito. Trump havia oferecido alívio de sanções e acesso a recursos congelados no exterior em troca de medidas para restringir o programa nuclear. O governo norte-americano afirma que pretende impedir o desenvolvimento de uma arma nuclear por Teerã.
O Catar segue envolvido nas tentativas de mediação. Representantes catarianos procuram uma proposta de compromisso com os governos norte-americano e iraniano, mas enfrentam resistência dos dois lados para mudanças em suas posições.








