A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) mantém em funcionamento apenas seis dos 22 centros de saúde que administrava anteriormente na Faixa de Gaza. A redução dificulta o acesso a medicamentos e o acompanhamento de pacientes com doenças crônicas.
A agência também deixou de transportar suprimentos por conta própria para o território e passou a depender de parceiros internacionais para abastecer suas operações. A UNRWA presta serviços de saúde, educação e assistência aos refugiados palestinos em Gaza há décadas.
A diminuição da rede de atendimento afeta pacientes que precisam de acompanhamento contínuo para manter seus tratamentos. As restrições também comprometem as escolas administradas pela agência, mas não há informação sobre quantas unidades de ensino continuam funcionando.
A legislação israelense que limita a atuação da UNRWA entrou em vigor em janeiro de 2025. As regras proíbem a agência de atuar em território israelense e impedem autoridades do país de manter contato com a organização.
Com a medida, a UNRWA passou a operar menos de um terço dos centros de saúde que mantinha em Gaza e precisa recorrer a outras organizações para obter os insumos utilizados no atendimento à população. A redução alcança serviços que funcionavam de forma integrada nas áreas de saúde, educação e assistência humanitária.








