Os houthis do Iêmen afirmaram neste sábado (19) ter lançado mísseis e drones contra “locais sensíveis” em Riade, capital da Arábia Saudita. Horas depois, uma coluna de fumaça preta e chamas foi registrada nas proximidades do Aeroporto Internacional Rei Khalid. O grupo declarou que a ofensiva foi uma resposta a um ataque contra Sanaa, capital iemenita.
Imagens e vídeos mostraram fumaça sobre a área do aeroporto, com a rodovia de acesso, o terminal principal e outras instalações ao fundo. Também foram vistas chamas atrás de estruturas que pareciam ser tanques de combustível. Os houthis não informaram quais locais teriam sido atingidos na capital saudita.
O grupo também afirmou ter atacado uma instalação da Saudi Aramco em Yanbu, cidade na costa do Mar Vermelho e um dos principais centros de exportação de petróleo da Arábia Saudita.
Defesa saudita relata interceptação
A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita disse que suas defesas aéreas destruíram um míssil lançado contra Riade na madrugada de sábado. Segundo a coalizão, ataques contra civis e infraestrutura também foram frustrados em Bish, Farasan, Taif e Yanbu.
Durante a noite, as autoridades sauditas enviaram alertas aos celulares da população sobre possíveis ataques aéreos em Riade e Al-Kharj. Mais tarde, a Defesa Civil informou que a situação estava sob controle. Um jornalista na região de Olaya relatou ter ouvido fortes explosões antes do fim do alerta.
Os houthis vêm ampliando os ataques contra a Arábia Saudita desde que anunciaram, em julho, um bloqueio naval contra Riad. As ações passaram a incluir cidades sauditas, instalações de energia e embarcações no Mar Vermelho.
Na sexta-feira (18), o porta-voz militar houthi Yahya Saree acusou a Arábia Saudita de participar de ações contra Sanaa e prometeu uma resposta. O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou os ataques, incluindo os que atingiram infraestrutura civil e energética e deixaram civis feridos.
Os Estados Unidos elevaram os alertas de segurança para cidadãos norte-americanos na região. A expansão dos confrontos ocorre em meio ao conflito regional envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel e às restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz.









