Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
O Brasil em um ponto
Mundo

EUA cobram do Brasil ações mais duras contra PCC e Comando Vermelho

Determinação assinada por Donald Trump classifica as facções como organizações terroristas estrangeiras e critica a resposta brasileira.

EUA cobram do Brasil ações mais duras contra PCC e Comando Vermelho

O governo dos Estados Unidos afirmou que o Brasil não tem enfrentado com rigor suficiente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados por Washington como organizações terroristas estrangeiras. A cobrança aparece em uma determinação presidencial assinada por Donald Trump e enviada ao Congresso americano sobre países ligados ao trânsito ou à produção de drogas ilícitas no ano fiscal de 2027.

O documento foi disponibilizado na terça-feira (15) e publicado na quarta-feira (16). Nele, o governo americano diz que as duas facções transformaram o Brasil em um centro relevante para os fluxos internacionais de substâncias ilícitas, especialmente de cocaína.

“O governo do Brasil falhou em confrontar as organizações terroristas estrangeiras designadas PCC e CV”, afirma o texto. A determinação também classifica os grupos como uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo e cobra que o governo brasileiro adote medidas agressivas para enfrentá-los e derrotá-los antes que se espalhem e cresçam.

Documento não detalha medidas

A determinação não informa quais ações específicas os Estados Unidos esperam das autoridades brasileiras. Também não apresenta dados sobre o volume de drogas atribuído às duas organizações.

As críticas estão em uma seção dedicada à avaliação dos esforços de governos do Hemisfério Ocidental contra o narcotráfico e grupos classificados pelos Estados Unidos como narcoterroristas. O documento afirma que vários países da região adotam medidas para reduzir os fluxos de drogas e enfrentar cartéis. Argentina, Equador e El Salvador são citados entre os aliados elogiados nessa área.

Apesar das críticas ao PCC e ao CV, o Brasil não aparece na relação de países identificados formalmente por Washington como grandes territórios de trânsito ou produção ilícita de drogas. A lista inclui Colômbia, México, Venezuela, Peru, Equador e Bolívia.

O próprio documento ressalta que essa classificação não representa necessariamente uma avaliação negativa dos esforços antidrogas de cada governo. A inclusão também considera fatores geográficos, comerciais e econômicos que facilitam a circulação ou a produção de entorpecentes e seus precursores.

A divulgação ocorre enquanto os Estados Unidos voltam a atacar embarcações no Oceano Pacífico. O Comando Sul-Americano informou na quarta-feira o afundamento de outro barco do Equador que supostamente apoiava operações ilícitas de tráfico de drogas em alto-mar.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5