A aliança Escudo das Américas, formada pelos Estados Unidos e países da América Latina, assumiu o compromisso de adotar medidas contra 24 grupos criminosos. A lista inclui o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
O acordo prevê congelamento de bens, restrições de vistos e responsabilização criminal. O documento foi assinado por 15 países, entre eles Argentina e Colômbia.
Avaliação sobre a medida
Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, classificou a iniciativa como “um retrocesso”. Durante o Conexão Record News desta quarta-feira (23), ele afirmou que a medida representa uma volta aos anos 90, período em que os norte-americanos usaram o combate às drogas como justificativa para intervir em alguns países.
Cabral também disse que existem outros interesses envolvidos e defendeu que o Brasil proteja a soberania nacional. Para ele, os Estados Unidos devem ampliar a pressão sobre o país caso haja um alinhamento maior com a China.
“O que eles querem? Eles querem um afastamento relativo”, afirmou o especialista, ao citar como exemplos Milei, presidente da Argentina, e Delcy Rodríguez, presidente da Venezuela, em relação aos chineses.
Na avaliação de Cabral, mesmo que o governo brasileiro adote medidas de segurança pública contra o PCC e o CV, os Estados Unidos continuariam fazendo novas exigências. A aliança reúne países latino-americanos e os Estados Unidos em torno de ações contra organizações criminosas.








