O governo de Donald Trump acusou o Brasil de não enfrentar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). A declaração foi feita nesta quarta-feira (16) em uma determinação oficial encaminhada pela Casa Branca ao Congresso dos Estados Unidos.
O documento afirma que a atuação das duas facções teria transformado o país em um “centro de distribuição global de cocaína”. A determinação também critica o governo do presidente Lula e sustenta que o Brasil falhou em confrontar organizações terroristas estrangeiras. A acusação não é acompanhada de provas no documento.
A Casa Branca classificou o PCC e o CV como “organizações terroristas estrangeiras” por decisão unilateral tomada este ano. A medida pode permitir que autoridades norte-americanas adotem sanções econômicas, restrições migratórias e ações do Departamento de Defesa e de órgãos de inteligência, como a CIA.
Contradição na classificação
Apesar das acusações, o Brasil ficou fora da lista dos principais locais de trânsito ou grandes produtores de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027. A relação inclui países como Bolívia, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela, além de Afeganistão, Bahamas, Belize, Birmânia, China, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, Nicarágua, Paquistão e Panamá.
O governo brasileiro se opôs à classificação das facções e autoridades do país alertaram para riscos à segurança e à integridade do território nacional. A decisão norte-americana também recebeu críticas por seus possíveis efeitos sobre a soberania brasileira.
No mesmo documento, Trump elogia forças de direita na América Latina e cita mudanças políticas na Bolívia. O texto também menciona a presidente do Peru, Keiko Fujimori, e os governantes Javier Milei, da Argentina, Daniel Noboa, do Equador, e Nayib Bukele, de El Salvador. Flávio Bolsonaro é apresentado como principal adversário de Lula nas eleições brasileiras.








