A emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição está em nível roxo há uma semana, classificação que indica lotação crítica. Na UPA Moacyr Scliar, na Zona Norte, a ocupação supera 400% da capacidade.
As duas unidades são administradas pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que adotou restrições temporárias diante da superlotação. Na emergência do Conceição, foi reduzido o recebimento de pacientes transferidos de outros serviços, com prioridade para casos que apresentam risco de morte.
Na UPA, a entrada de pacientes classificados como verdes, considerados de menor gravidade, está suspensa temporariamente. No momento registrado por Jônatha Bittencourt, havia 65 pacientes internados e em atendimento na unidade.
Espera por transferência
O GHC informou que a permanência de pacientes com indicação médica de transferência para um hospital está entre os principais fatores da lotação. Eles continuam na UPA à espera de vaga. Entre os quadros mais frequentes estão problemas cardiovasculares, gastrointestinais e respiratórios.
Em nota, o grupo afirmou que o cenário é agravado pela indisponibilidade de leitos regulados pelos gestores municipal e estadual. A falta de vagas prolonga a permanência dos pacientes e reduz a capacidade de receber novos atendimentos.
A liberação de leitos é responsabilidade das secretarias municipal e estadual de saúde. Por causa da demora nas transferências, o GHC pediu uma reunião urgente com a Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo o grupo, as restrições são temporárias e têm o objetivo de preservar a segurança dos pacientes já internados. Para casos de menor gravidade, a orientação é procurar outras unidades da rede de saúde.








