CURITIBA — A operação brasileira da Zeekr deverá passar para a estrutura da Renault Geely do Brasil a partir de outubro. A transferência ainda depende da conclusão de acordos com os atuais parceiros da marca, que hoje reúne diferentes grupos de concessionárias no país.
Executivos da Renault Geely informaram que uma nova estrutura será anunciada em outubro. Ariel Montenegro, atual presidente e diretor-geral da Renault Geely do Brasil, é o nome mais cotado para comandar também a Zeekr.
Reorganização da operação
A mudança representa a segunda alteração no comando da Zeekr no Brasil em 2026. Desde março, a subsidiária passou a se reportar diretamente à matriz chinesa. Diego Borghi assumiu a operação local no lugar de Ronaldo Znidarsis.
Com a integração, a Zeekr poderá compartilhar áreas administrativas, distribuição de peças, pós-venda, marketing e planejamento comercial. A marca deverá manter sua atuação no segmento premium, sem transformar seus veículos em produtos de grande volume ou misturá-los aos modelos da Geely.
A nova estrutura também poderá ampliar a capacidade logística e a rede comercial da Zeekr. A operação começou com lojas concentradas principalmente nas regiões Sul e Sudeste, além de Brasília. A empresa poderá aproveitar a estrutura logística e a distribuição de peças da Renault, incluindo o suporte do Complexo Industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR).
A Zeekr encerrou 2025 com 571 veículos emplacados no Brasil. Entre janeiro e agosto de 2026, foram 522 unidades. A fabricante oferece três produtos: o SUV compacto Zeekr X, o shooting brake 001 e o SUV médio 7X.
O 7X é o principal modelo da marca no país. O veículo recebeu uma versão de tração traseira e a configuração Flagship, com dois motores, tração integral e 646 cv.
Geely, Zeekr e Lynk & Co. deverão continuar com posicionamentos distintos. A Geely buscará volumes maiores com EX2, EX5 e EX5 EM-i. A Zeekr seguirá no segmento premium, enquanto a Lynk & Co. ficará em uma faixa intermediária, com destaque para SUVs híbridos plug-in. A centralização poderá reduzir custos em logística, armazenamento de peças, tecnologia, treinamento e serviços financeiros.








