Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Coragem, honra e perseguição aos judeus no mundo contemporâneo

Paulo Rosenbaum relaciona a perseguição aos judeus à desinformação, ao anonimato nas redes e à escolha entre medo e coragem.

Coragem, honra e perseguição aos judeus no mundo contemporâneo

A perseguição contemporânea aos judeus é apresentada como resultado da combinação entre preconceito, racismo, desinformação e teorias conspiratórias. Ao refletir sobre o tema, Paulo Rosenbaum contrapõe coragem e covardia como atitudes diante do ódio, da propaganda e da passividade social.

O autor afirma que as ondas de racismo contra os judeus assumem formas diferentes em cada época, mas preservam um elemento recorrente: o contraste entre bravura e pusilanimidade. Para ele, a coragem está ligada à disposição de enfrentar o perigo e sustentar uma posição, enquanto a covardia aparece na escolha pelo medo, pela omissão e pela cautela acima da honra.

Israel e os judeus voltaram a ocupar o centro das notícias, em um ambiente no qual, segundo Rosenbaum, a desinformação frequentemente se sobrepõe à informação. O texto questiona o apoio a forças consideradas destrutivas e fanáticas e sustenta que aqueles que negam a existência de uma guerra contra o Ocidente para justificar o ódio não devem ser definidos por posições políticas, mas pela covardia.

A coragem, nessa leitura, não se limita ao enfrentamento direto do perigo. Ela também envolve perseverança, solidão e disposição para manter uma posição considerada eticamente justa, mesmo quando minoritária diante da propaganda. A honra é descrita como uma forma de autenticidade que permite a homens e mulheres preservar a dignidade e a liberdade de escolha em circunstâncias adversas.

Rosenbaum também critica o uso do anonimato nas redes sociais para disseminar injúria, calúnia e difamação contra judeus e Israel. Pseudônimos, afirma, podem ocultar perfis falsos, que continuam ativos mesmo depois de denunciados ou reaparecem sob outras identificações.

A simbologia de Sucot

O autor relaciona a discussão à festa judaica de Sucot, conhecida como festa das cabanas. A celebração recorda a peregrinação do povo pelo deserto durante 40 anos rumo à Terra Prometida e preserva a memória de uma travessia marcada pela precariedade e pela simplicidade. A festa também envolve a união de 4 espécies de plantas direcionadas aos quatro pontos cardeais.

A partir dessa referência, o texto propõe uma renovação do significado da travessia. A busca por um destino incerto exigiria força, intuição e coragem de longo prazo. A união das tribos israelitas é apresentada como uma possível inspiração para um pacto de civilidade e convivência entre nações dispostas ao diálogo.

A reflexão termina com um chamado à interlocução, à convivência e à busca de consensos mínimos. Para Rosenbaum, a paz não se resume à ausência de guerra: depende também da construção contínua de condições para a civilidade e para alguma equidade. As cabanas simbolizam, assim, a reunião entre pessoas singulares que compartilham um objetivo comum.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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