Londrina, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Condenada sobrevive após receber duas doses de injeção letal no Tennessee

Christa Gail Pike foi levada ao hospital após a execução; governador suspendeu novas mortes no estado até o fim do ano.

Condenada sobrevive após receber duas doses de injeção letal no Tennessee

Christa Gail Pike sobreviveu após receber duas doses de pentobarbital durante uma execução no Tennessee, nos Estados Unidos. A condenada foi levada de ambulância a um hospital, mas não teve o estado de saúde informado. O procedimento ocorreu nesta quarta-feira (30), depois de uma suspensão temporária derrubada pela Suprema Corte dos Estados Unidos.

A execução estava prevista para as 10h. Cerca de uma hora antes, um tribunal interrompeu o procedimento, mas a decisão foi revertida. À noite, Christa foi conduzida à câmara de execução presa a uma maca. A sessão foi retomada às 19h27, e a segunda dose do medicamento foi aplicada por volta das 20h26.

Testemunhas ainda conseguiam ouvir a condenada roncando atrás das cortinas até o microfone ser desligado, às 20h53. Mesmo após as duas aplicações, ela não morreu. Depois, foi retirada da penitenciária em uma ambulância e encaminhada para atendimento hospitalar.

Robin M. Maher, diretora-executiva do Death Penalty Information Center, classificou o caso como “algo único e sem paralelo”. Segundo ela, sete condenados já haviam sobrevivido a execuções porque as equipes não conseguiram acessar uma veia para aplicar os medicamentos. Não havia, até então, registro de alguém que permanecesse vivo depois de receber as doses.

Investigação e contestação da defesa

O governador do Tennessee, Bill Lee, determinou uma investigação independente e suspendeu as execuções no estado até o fim do ano. Os advogados de Christa afirmaram que haviam alertado sobre dificuldades no procedimento, incluindo acesso venoso difícil, rompimento de veias e possível degradação do pentobarbital.

A defesa também recorreu a diferentes tribunais. As petições alegavam que a condenada enfrentava uma “agonia desnecessária” e deveria receber medidas para preservar a vida. Os advogados sustentaram ainda que a falta de atendimento médico de emergência representaria indiferença diante de necessidades médicas graves.

Christa foi condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em 1995, quando tinha 18 anos. O caso envolveu um pentagrama gravado no corpo da vítima e outros elementos associados a cultos satânicos. Se a execução fosse concluída, ela seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.

Esta foi a segunda execução não concluída pelo estado neste ano. Em maio, uma equipe médica passou uma hora tentando acessar a veia de Tony Carruthers. Em 2024, o Tennessee trocou o protocolo de três drogas pelo uso exclusivo de pentobarbital.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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