Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Nova análise de DNA tira homem do corredor da morte em Utah após 40 anos

Douglas Stewart Carter foi libertado, mas ainda responde pela acusação de homicídio qualificado e pode ser submetido a novo julgamento.

Nova análise de DNA tira homem do corredor da morte em Utah após 40 anos

Douglas Stewart Carter, de 71 anos, deixou uma prisão nesta segunda-feira (28), após passar mais de 40 anos no corredor da morte. A libertação ocorreu depois de uma nova análise de DNA não encontrar correspondência entre o material genético dele e evidências recolhidas na cena do assassinato de Eva Olesen, pelo qual foi condenado em 1985.

Carter saiu sob fiança e terá de usar uma tornozeleira eletrônica com GPS. O juiz Derek Pullan também proibiu o contato do homem com familiares de Olesen. A família da vítima se posicionou contra a libertação e afirmou que os resultados genéticos, sozinhos, não esclarecem quem cometeu o assassinato.

O exame chegou à Justiça em 22 de setembro. A análise excluiu Carter como possível origem do sangue encontrado em uma maçaneta e do material genético identificado no cabo da faca usada no crime. Com o resultado, os promotores retiraram o pedido de pena de morte, mas mantiveram a acusação de homicídio qualificado. A promotoria afirmou que o exame não representa uma exoneração formal.

Condenação e novas provas

Carter sempre declarou não ter cometido o crime. A condenação não foi baseada em evidências físicas que o vinculassem diretamente ao local. O júri considerou principalmente uma confissão assinada, que ele diz ter sido obtida sob coerção, e relatos de duas testemunhas que afirmaram que Carter havia se gabado de matar Olesen.

As testemunhas mudaram suas versões posteriormente. Em documentos do caso, elas disseram ter sido pressionadas por autoridades, recebido dinheiro e presentes para incriminar Carter e sido ameaçadas de deportação caso não colaborassem. Eva Olesen foi esfaqueada e baleada dentro de casa, em um crime descrito pela acusação como um assalto que deu errado.

Em 2025, a Suprema Corte de Utah determinou que Carter teria direito a um novo julgamento após apontar má conduta de investigadores. A defesa afirma que outras possibilidades não foram examinadas adequadamente, incluindo relatos sobre um homem branco deixando o local e informações relacionadas a outros possíveis suspeitos. O marido de Eva Olesen morreu em 2009.

O advogado Neal Hamilton pediu o arquivamento da acusação e criticou o período de prisão: “Se dependesse do estado de Utah, ele teria sido executado há 15 ou 20 anos, antes de descobrirmos a má conduta”. A defesa tenta retirar a acusação antes do novo julgamento.

Carter deixou a cadeia no fim da noite, acompanhado pelo filho, Tyler, e pelo advogado. Ele levou pertences, travesseiros e documentos acumulados durante os anos de prisão, mas não falou com os jornalistas que estavam do lado de fora.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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