Londrina, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Pentágono anuncia comando para ampliar uso militar de IA e sistemas autônomos

Nova estrutura dos Estados Unidos terá status de comando combatente funcional e deverá ser estabelecida até 1º de outubro de 2027.

Pentágono anuncia comando para ampliar uso militar de IA e sistemas autônomos

O Pentágono anunciou a criação do Autonomous Warfare Command (AutoWarCom), estrutura militar dos Estados Unidos dedicada ao uso de inteligência artificial, drones, robôs e sistemas de armas não tripulados. O comando terá status de comando combatente funcional e será liderado por um oficial de quatro estrelas.

O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, durante o discurso “State of the Force”, realizado nesta quarta-feira (30), na base do Corpo de Fuzileiros Navais em Quantico, na Virgínia. A previsão é que o novo comando esteja estabelecido até 1º de outubro de 2027.

Nova estrutura militar

A missão do AutoWarCom será disseminar capacidades robóticas e autônomas por todas as Forças Armadas norte-americanas. O portfólio deverá incluir drones, inteligência artificial e sistemas de comando e controle.

Segundo Hegseth, a velocidade de transformação da guerra superou o ritmo tradicional de aquisição e adaptação militar. “O ritmo da guerra está mudando mais rápido do que o processo para apoiá-la”, afirmou.

O Pentágono avalia que avanços na computação permitiram produzir armas precisas e de baixo custo em grande escala. Esses sistemas podem realizar reconhecimento, saturar defesas e atacar alvos, alterando a relação entre equipamentos sofisticados e alternativas mais baratas.

A estratégia prevista não elimina plataformas militares de alta tecnologia. A proposta é combiná-las com grandes quantidades de drones e robôs, que possam ser produzidos, substituídos e adaptados rapidamente. A guerra da Ucrânia é tratada pelo Pentágono como um exemplo da presença cotidiana de sistemas não tripulados em missões de reconhecimento, vigilância, direcionamento de artilharia e ataques diretos.

O AutoWarCom deverá se tornar o 12º comando combatente dos Estados Unidos. A estrutura terá poderes semelhantes aos de uma força militar para acelerar a aquisição, o desenvolvimento e a implantação de sistemas autônomos. Também estão previstas carreiras específicas para militares especializados nesse tipo de guerra, com participação do Exército, da Marinha e da Força Aérea.

Antes da operação plena, o Pentágono implantará o Project Agincourt, destinado a testar modelos de aquisição e preparar a criação do novo comando. A proposta inclui aproximar militares, engenheiros e empresas de tecnologia, com ciclos de teste, alteração e produção mais rápidos.

Controle humano em debate

A expansão da autonomia militar levanta questões sobre o grau de controle humano em decisões tomadas por sistemas de inteligência artificial, especialmente quando elas podem resultar na morte de pessoas. Falhas de software, erros de classificação, manipulação de dados e decisões imprevisíveis são apontados como riscos em ambientes militares.

A discussão ocorre em meio à competição tecnológica entre Estados Unidos e China. Os dois países investem em inteligência artificial, computação avançada, drones e sistemas autônomos, o que pode acelerar a implantação dessas ferramentas antes da criação de mecanismos internacionais de limites e salvaguardas.

O Pentágono já mantém a Joint Interagency Task Force 401 para coordenar esforços contra sistemas não tripulados. Com o novo comando, porém, a autonomia passa a ocupar uma posição própria na organização militar dos Estados Unidos, deixando de ser tratada apenas como complemento das forças convencionais.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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