Christa Pike, condenada à morte no Tennessee, está inconsciente e em estado crítico após sobreviver a duas aplicações de pentobarbital durante uma tentativa de execução. A mulher deixou a penitenciária em uma ambulância e foi encaminhada a um hospital, onde permanece sem condições de se comunicar, segundo seu advogado de defesa.
Aos 50 anos, Christa está gravemente doente, mas não estaria em coma, conforme a avaliação transmitida pelo defensor. O advogado também informou que o mandado de execução expirou à meia-noite. Por isso, acredita que o Supremo Tribunal do Tennessee deverá solicitar outro mandado e definir uma nova data para o procedimento.
A defesa avalia que a Justiça estadual pode marcar a execução mesmo com a suspensão determinada pelo governador do Tennessee, Bill Lee. A previsão do advogado é que uma nova data possa ser escolhida ainda neste ano, embora ele espere que o tribunal aguarde o resultado de uma investigação independente.
Tentativa de execução
A sessão estava prevista para as 10h de quarta-feira, mas foi temporariamente suspensa pelo Tribunal de Apelações do 6º Circuito após um novo pedido da defesa. Horas depois, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou a decisão, e o procedimento foi retomado.
Christa foi levada à câmara de execução presa a uma maca. Às 19h27, recebeu a primeira aplicação; a segunda dose foi administrada por volta das 20h26. Ela não morreu, e testemunhas ainda relataram que era possível ouvi-la roncando atrás das cortinas até o microfone ser desligado, às 20h53. Depois, foi retirada da penitenciária em uma ambulância.
O governador Bill Lee determinou uma investigação independente e suspendeu as execuções no Tennessee até o fim do ano. A medida foi tomada depois do episódio, que também levou a questionamentos sobre o acesso venoso, o estado do pentobarbital e a ausência de atendimento médico de emergência durante a tentativa.
A defesa havia alertado para possíveis problemas no procedimento e apresentou recursos em diferentes tribunais. Os advogados afirmaram que Christa enfrentou uma agonia desnecessária e pediram medidas para preservar sua vida.
Condenação
Christa foi condenada pela morte de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995. Na época, tinha 18 anos. O crime envolveu tortura e um pentagrama gravado no corpo da vítima enquanto ela ainda estava viva. Depois do assassinato, Christa teria retirado um pedaço do crânio da colega e o exibido como lembrança.
Ela passou quase 30 anos no corredor da morte. Se a execução tivesse sido concluída, seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos.






