Londrina, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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Brasileira permanece detida pelo ICE após desembarque em Seattle

Sara de Cassia Alves foi abordada no aeroporto de Seattle-Tacoma e aguarda audiência sobre possível fiança em 5 de outubro.

Brasileira permanece detida pelo ICE após desembarque em Seattle

A brasileira Sara de Cassia Alves, de 36 anos, permanece sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) após ser detida no Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma, em 11 de setembro. Ela desembarcava com o marido, o estadunidense Thomas Boudreau, para participar do casamento de um primo na região de Seattle.

Natural de Sorocaba (SP), Sara mora com o marido na Flórida. A família ainda não recebeu a razão oficial da detenção. A irmã dela, Claudia Alves, afirmou que o caso envolve questões relacionadas ao visto e a uma autorização de extensão de permanência vinculada ao trabalho.

A próxima etapa do processo será uma audiência marcada para 5 de outubro. A Justiça deverá analisar a possibilidade de fiança, cujo valor ainda não foi definido. Enquanto isso, familiares e amigos no Brasil e nos Estados Unidos tentam financiar a defesa jurídica e reunir recursos para uma eventual liberação.

Defesa e arrecadação

A família contratou um advogado para acompanhar o processo migratório. Os custos estimados variam de US$ 7 mil a US$ 20 mil, equivalentes a aproximadamente R$ 36 mil a R$ 103,4 mil, conforme a conversão indicada pelos familiares.

Foram criadas duas campanhas de arrecadação, uma no Brasil e outra nos Estados Unidos. Até o início da noite desta quarta-feira (30), a iniciativa brasileira havia reunido R$ 2,6 mil. A campanha nos Estados Unidos acumulava US$ 9.962, quantia próxima de R$ 50 mil pela conversão usada no levantamento da família.

Relatos sobre o centro de detenção

Allison Montoya, cunhada de Sara, divulgou nas redes sociais informações sobre a rotina relatada pela brasileira. Segundo ela, Sara fica em um salão de grandes dimensões, semelhante a um ginásio escolar, com aproximadamente 95 mulheres. O espaço tem beliches e permanece com as luzes acesas durante todo o período.

Ainda conforme o relato, funcionárias e funcionários acordam as detentas diariamente às 7h para fazer a contagem. Sara também teria relatado problemas na qualidade da água e da alimentação. Produtos podem ser comprados na cantina com depósitos feitos por parentes ou outras pessoas fora da unidade. Cada mulher pode adquirir até cinco garrafas de água por semana.

Thomas costuma visitar Sara nos dias ímpares, conforme as regras da unidade, que dividem as visitas entre dias pares e ímpares. Ele percorre aproximadamente 88 quilômetros até o centro de detenção. Com o trânsito na região de Seattle, o trajeto completo pode levar de três a quatro horas.

A brasileira também depende de recursos enviados por parentes para fazer ligações telefônicas. A unidade cobra pelas chamadas por meio da conta usada pelas detentas na cantina. A defesa acompanha o processo e se prepara para a audiência de 5 de outubro.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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