Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Jogador argentino relata detenção do ICE e três dias com pouca comida e água

Matías Pourrain foi detido na Flórida e libertado sob fiança enquanto aguarda a resolução de seu processo imigratório.

Jogador argentino relata detenção do ICE e três dias com pouca comida e água

O jogador argentino Matías Pourrain, de 34 anos, relatou ter passado três dias com pouca comida, dificuldades para obter água e sem acesso adequado à higiene durante uma detenção do ICE nos Estados Unidos. Ele foi preso em 6 de agosto, no aeroporto de Fort Lauderdale, Hollywood, na Flórida, quando se preparava para viajar a Los Angeles com o Miami United FC.

Pourrain contou que havia ido buscar água quente para preparar mate quando foi abordado por duas pessoas à paisana. Após uma consulta em um computador, os agentes disseram que ele deveria acompanhá-los. “Me disseram que tenho que ir com eles, por bem ou por mal. E bem, aí me levaram”, afirmou.

O argentino vive nos Estados Unidos desde 2019. Ele entrou legalmente no país, mas permaneceu depois do vencimento da autorização inicial. Pourrain afirma que mantém um processo imigratório pendente, não tem antecedentes criminais e possui permissão de trabalho, carteira de motorista válida para voos internos e obrigações tributárias em dia. Segundo ele, tem apenas multas de trânsito.

Antes da prisão, o jogador treinava pela manhã no Miami United FC, que disputa a 4ª categoria, e dava aulas à tarde em uma academia. A primeira unidade para a qual foi levado foi o centro de processamento do ICE em Miramar.

Relato sobre as condições de detenção

Segundo Pourrain, havia 68 pessoas no espaço e o acesso à água era limitado. Cada detido recebia uma garrafa de 500 ml por dia e precisava usar um bebedouro próximo ao vaso sanitário para reabastecê-la. Ele disse que a falta de higiene tornava impossível conseguir água no local.

O jogador também relatou ter ficado mais de um dia sem notícias da família e sem compreender exatamente o motivo do confinamento. Apenas na sexta-feira (9), conseguiu falar com a esposa, que já havia sido informada pelo clube e contava com assistência jurídica.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) informou que Pourrain foi admitido legalmente em 12 de novembro de 2019, no Aeroporto Intercontinental de Atlanta, com autorização para permanecer por seis meses. O órgão afirmou que ele decidiu continuar no país depois de 11 de maio de 2020, em violação às leis americanas.

O DHS também negou as denúncias sobre as condições dos centros de detenção. O órgão declarou que os detidos recebem 3 refeições por dia, água limpa, roupas, roupas de cama, chuveiros, sabonete e itens de higiene, além de acesso a telefones para falar com familiares e advogados.

Fiança e retomada da rotina

Depois de passar pelo centro do ICE, Pourrain foi transferido para uma penitenciária administrada por uma empresa privada. Ele disse que voltou a receber comida e itens básicos, mas ficou doente por causa do frio e da falta de cobertores.

Após a defesa apresentar documentos e pedir uma audiência, um juiz fixou fiança de US$ 20.000, cerca de R$ 106 mil. O DHS informou que Pourrain foi libertado sob fiança em 28 de agosto, enquanto aguarda o resultado do processo de expulsão. O jogador disse que recuperou a liberdade 20 dias depois do pagamento.

O status imigratório de Pourrain continua pendente. Ele recebeu uma certificação judicial para respaldar sua livre circulação e voltou para Orlando, na Flórida, onde tenta retomar a rotina como jogador e professor. “Agora, pouco a pouco, vamos voltando a essa normalidade”, disse.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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