Os governos da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão decidiram colocar em prática os compromissos de defesa conjunta da Aliança de Meca. O acordo prevê a preparação e o envio de forças e recursos militares para o território saudita, mas não informa quantos militares participarão, quais equipamentos serão utilizados nem quando ocorrerá a chegada dos contingentes.
A decisão foi anunciada após uma reunião de emergência em Riad, convocada em meio ao agravamento da situação no Iêmen e às acusações sauditas de ataques atribuídos aos houthis. O movimento iemenita nega ter atingido Meca e Medina.
O anúncio está em uma declaração conjunta do Comitê Estratégico Político e de Defesa da aliança. O documento determina a execução imediata das obrigações militares previstas no pacto, com a disponibilização dos contingentes e dos recursos acordados para uma mobilização rápida na Arábia Saudita, conforme os entendimentos firmados e as leis nacionais dos três países.
Condenação de ataques
Na declaração, os governos condenaram uma tentativa de ataque contra Meca e Medina e ações atribuídas aos houthis contra cidades e instalações civis e econômicas sauditas. Também rejeitaram qualquer ameaça à segurança e à integridade territorial da Arábia Saudita.
As autoridades sauditas e o comunicado da aliança responsabilizam o movimento iemenita pelos ataques. Os houthis, porém, negam ter lançado mísseis e drones contra Meca e Medina. A Arábia Saudita também acusa o grupo de realizar ataques contra navios e alvos em seu território, entre eles instalações de produção de energia. O movimento nega as acusações relacionadas a Meca e Medina.
Turquia e Paquistão elogiaram a atuação das Forças Armadas sauditas diante das ameaças descritas no documento e declararam apoio à proteção da soberania e do território do país. A mobilização, conforme a declaração, busca elevar a preparação dos três exércitos, ampliar a integração entre eles e melhorar a resposta conjunta.
Novo secretário-geral
Na reunião, os países escolheram Mahmood, general paquistanês reformado, para ocupar a secretaria-geral da organização por três anos.
O Acordo de Meca para Defesa Conjunta foi assinado em 7 de agosto, em Meca, por Recep Tayyip Erdoğan, Mohammed bin Salman e Shehbaz Sharif. A ativação anunciada em Riad estabelece a aplicação prática dos compromissos assumidos pelos dirigentes.








