A instalação Bandeira Branca, de Luana Vitra, ocupa o Octógono da Pinacoteca com uma reflexão sobre as terras raras, elementos químicos presentes em celulares, turbinas eólicas e data centers de inteligência artificial. A abertura reuniu convidados na quinta-feira, 3, em uma ação conjunta entre o museu e a Chanel.
No centro da montagem está um grande arco com duas pontas. Uma delas se projeta em direção ao céu; a outra aponta para a terra. Na parte inferior, a estrutura quase encosta em uma bandeira branca fincada sobre um monte de terra. O conjunto é cercado por 17 dormentes ferroviários.
A curadora Pollyana Quintella afirma que os materiais ocupam papel central na produção da artista, por suas dimensões físicas, simbólicas e históricas. Para ela, os elementos químicos extraídos do subsolo estão ligados a questões concretas do presente e ao debate da geopolítica global.
Mineira de Contagem, Luana Vitra cresceu em um Estado marcado pelo extrativismo e pela exploração do minério. A mostra parte dessa relação para aproximar do público materiais pouco visíveis, mas presentes em tecnologias contemporâneas. “Luana os traz para o coração da Pinacoteca para a gente discutir isso melhor”, diz Pollyana.
Bandeira Branca marca o segundo ano da parceria entre a maison francesa e a instituição. A exposição também integra o fortalecimento e o impulsionamento de mulheres artistas, conforme a apresentação da instalação.








