BRASÍLIA E SÃO PAULO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 16, que o governo já destinou R$ 47 bilhões a subsídios para conter a alta da gasolina e do óleo diesel no país. As subvenções foram anunciadas após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã.
Lula disse que o valor representa recursos que deixaram de ser investidos em outras áreas para evitar que o aumento dos combustíveis chegasse aos consumidores. Ele também afirmou que a alta do petróleo afeta produtos como arroz, pão, fertilizantes e a agricultura.
Bets e julgamento no STF
O presidente atribuiu o endividamento de parte da sociedade às bets e aos jogos. Lula afirmou que sua posição pessoal é pelo fim das plataformas, mas disse que precisa considerar a opinião da população. O governo discute medidas sobre o tema e já realizou três reuniões internas, além de um encontro com representantes da sociedade.
Nenhuma proposta detalhada ou medida para encerrar as plataformas foi anunciada. A discussão também está no Supremo Tribunal Federal. Em 6 de agosto, um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento sobre a validade da proibição da exploração de jogos de azar prevista na Lei das Contravenções Penais.
Os ministros decidiram aguardar a devolução do processo para analisar o tema junto com duas ações que questionam a Lei das Bets. Em julho, o presidente do STF, Edson Fachin, recebeu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para discutir o combate às plataformas ilegais, o aperfeiçoamento das regras e processos em análise na Corte.
Terras raras e Margem Equatorial
Lula defendeu que o Brasil processe suas terras raras e fabrique produtos industrializados no território nacional. Ele apresentou a exploração desses recursos e de minerais críticos como prioridade para um eventual quarto mandato.
O presidente também associou uma possível exploração de petróleo na Margem Equatorial a investimentos em educação, tecnologia e saúde. Segundo Lula, a destinação das receitas dependerá da existência do recurso.
Ao comparar suas propostas às dos adversários, o presidente afirmou ser o único candidato capaz de promover a ascensão da população mais pobre e ampliar a participação desse grupo nas áreas educacional, social e da saúde.








