Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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EUA manterão importações de terras raras da China na década de 2030

Produção americana cresceu, mas ainda cobre 42% da demanda; meta de zerar compras chinesas até janeiro de 2027 é vista como inviável.

EUA manterão importações de terras raras da China na década de 2030

Os Estados Unidos continuarão dependentes de importações de terras raras da China durante a década de 2030, apesar dos investimentos para ampliar a produção doméstica. A estimativa ganha peso na reunião desta quinta-feira (24) entre Donald Trump e Xi Jinping, em Washington.

Dados da Benchmark Mineral Intelligence indicam que a produção americana dos dois elementos de terras raras mais usados mais que triplicou desde o retorno de Trump à Casa Branca. Ainda assim, os EUA atendem a 42% da própria demanda. A projeção é que, daqui a cinco anos, quase um quarto do consumo continue sendo abastecido por importações.

A China lidera a mineração e o refino desses materiais. Entre os temas discutidos pelos presidentes está a possível extensão da suspensão de restrições chinesas às exportações, atualmente prevista até 10 de novembro. A meta anunciada pela Casa Branca de interromper as importações chinesas até janeiro de 2027 é considerada praticamente inalcançável diante da capacidade produtiva americana atual.

Refino continua como obstáculo

Antes de serem usados em ímãs e componentes de armamentos, automóveis e computadores, os minerais precisam passar por separação e processamento. Os Estados Unidos ainda enfrentam dificuldades nessa etapa, principalmente com as terras raras pesadas, empregadas em aplicações militares. A Benchmark prevê crescimento da produção americana até 2031, mas em volume insuficiente para cobrir a demanda.

“O objetivo mais realista é construir uma cadeia de suprimentos alternativa significativa”, afirmou Coco Zhang, analista do ING. Todd Downing, da Project Blue, disse que reduzir a dependência da China ficou mais viável para os países ocidentais, mas que substituir a oferta chinesa em toda a cadeia continua mais difícil.

O governo Trump destinou bilhões de dólares a empresas como MP Materials, USA Rare Earth e Energy Fuels. Neste mês, a MP Materials começou a fornecer à General Motors ímãs produzidos com terras raras refinadas pela própria companhia, em um acordo firmado em 2021.

A USA Rare Earth comprou uma mina no Brasil e uma unidade de processamento na França. A Energy Fuels acertou a aquisição de uma empresa ligada a uma fábrica de ímãs na Carolina do Sul. Já a Nth Cycle anunciou nesta semana um acordo de fornecimento de US$ 1 bilhão com a Glencore. A presidente-executiva Megan O’Connor afirmou que as empresas trabalham para ampliar rapidamente a capacidade de processamento.

A escassez também afetou fabricantes americanos. No ano passado, a Ford suspendeu temporariamente atividades em fábricas nos EUA após a interrupção do fornecimento de terras raras chinesas. Neste mês, fornecedores chineses passaram a reter remessas destinadas ao mercado americano por receio de contrariar Pequim.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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