Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Peças recuperadas movimentam mercado de R$ 14 bilhões, diz Stellantis

Operação em Osasco recuperou 20 mil componentes no primeiro ano e vende peças seminovas por diferentes canais.

Peças recuperadas movimentam mercado de R$ 14 bilhões, diz Stellantis
Foto: Divulgação

A Stellantis estima em R$ 14 bilhões o mercado brasileiro de peças que podem ser recuperadas e revendidas como seminovas. A empresa afirma que esse potencial ainda não é aproveitado e, no primeiro ano de funcionamento do Centro de Desmontagem Veicular (CDV), recuperou 20 mil componentes, dos quais 11 mil foram comercializados.

Os itens são vendidos em uma loja física em Osasco (SP), pelo WhatsApp, pelo site próprio e nas plataformas Mercado Livre e Shopee. Todos têm garantia de três meses. O estoque atual reúne cerca de 9 mil peças.

Triagem e reaproveitamento

O CDV recebe veículos comprados em leilões. São carros que não podem mais circular por causa de colisões que afetaram a estrutura ou pelo tempo de uso. Antes da desmontagem, o óleo e os demais fluidos são retirados e enviados a uma empresa parceira, que os transforma em matéria-prima para a fabricação de novos óleos sintéticos.

A parte inferior do veículo é desmontada em seguida. Componentes de segurança, como suspensão e sistema de freios, não são vendidos e recebem destinação para reciclagem. Motor e câmbio passam por desmontagem e avaliação técnica. As peças podem ser comercializadas como seminovas, recondicionadas ou encaminhadas a fornecedores como matéria-prima.

Os componentes aprovados para venda recebem notas de 1 a 9, conforme seu estado de conservação. O interior, a carroceria e os fios também são separados e avaliados. Uma máquina divide o cobre e o plástico dos cabos, permitindo a venda dos materiais para outras empresas.

A estrutura restante, formada por aço e outros materiais, é comercializada com uma empresa parceira. O material é usado na produção de aços longos destinados à construção civil. Uma parcela menor dos veículos comprados em leilão pode ser recuperada e voltar ao mercado de seminovos, com uso eventual de peças mantidas em estoque pela própria Stellantis.

Escala da operação

Nos primeiros doze meses, o centro desmontou 1.150 veículos. A meta da empresa é alcançar 2.300 unidades em 2027. A capacidade instalada chega a 8 mil veículos por ano, mas o volume processado ainda está abaixo desse limite. A Stellantis iniciou uma operação semelhante no Marrocos há seis meses.

A companhia também planeja usar internamente, em sua produção, peças e matérias-primas recuperadas. “Depois, vamos passar para a fase dois, que é reaproveitar peças e matéria-prima internamente em nossa produção”, afirmou Laurence Hansen, vice-presidente sênior de economia circular da Stellantis.

A empresa calcula que 2 milhões de carros chegam ao fim da vida por ano no Brasil. Desse total, 1,5% recebe o descarte correto.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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