Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Economia

Seguro de pessoas busca espaço no Brasil com novas opções de proteção e investimento

Comparações internacionais indicam baixa participação dos seguros de vida no PIB brasileiro, enquanto apostas em bets movimentaram quase R$ 200 bilhões.

Seguro de pessoas busca espaço no Brasil com novas opções de proteção e investimento
Foto: Wasan/Adobe Stock

A participação dos seguros de vida no PIB brasileiro é menor do que a registrada em países com níveis de desenvolvimento semelhantes, segundo comparações apresentadas pela Fenaprvi, a Federação das Seguradoras de Vida e Previdência. Para a entidade, o cenário indica espaço para o crescimento do seguro de pessoas nos próximos anos.

Entre as possibilidades está a entrada do seguro de vida universal no mercado brasileiro. O produto, semelhante ao Universal Life, combina a indenização por morte com um programa de poupança ligado à apólice. Após um período de contribuição previamente definido, o segurado poderia receber uma quantia capitalizada mesmo sem a ocorrência de sua morte.

Diferenças entre os produtos

Os seguros de vida em grupo e individuais atualmente comercializados foram modernizados, mas não têm um programa de poupança associado à apólice. Nesses produtos, a indenização por morte ou invalidez total encerra a responsabilidade da seguradora.

A chegada do seguro de vida universal depende da solução de questões tributárias. A Receita Federal precisaria aceitar a mudança para que o produto agregasse seu potencial aos prêmios já arrecadados pelo segmento.

A previdência complementar aberta, incluindo PGBL e VGBL, também é citada no debate. Esses produtos enfrentam a decisão do governo de aplicar IOF de 5% sobre aplicações acima de R$ 600 mil. A cobrança reduziu o resultado líquido das aplicações e a disponibilidade de recursos para a compra de títulos públicos federais. A expectativa apresentada é que as autoridades revejam a medida e restabeleçam as vantagens competitivas desses investimentos de longo prazo.

Apostas e educação financeira

As explicações para a menor participação dos seguros de vida no PIB incluem a falta de renda e a ausência do hábito de contratar seguros. A falta de recursos, porém, não seria a causa principal: no período analisado, as apostas em bets chegaram a quase R$ 200 bilhões, valor superior à soma das arrecadações de prêmios dos seguros de vida e de automóveis.

A avaliação da entidade é que o mercado precisa ampliar a educação financeira. Nesse entendimento, as bets representam jogo, enquanto o seguro oferece proteção e pode também funcionar como investimento.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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