SIDROLÂNDIA — A Rio Pardo Proteína Vegetal concluiu em abril o processo de recuperação judicial e negocia a entrada de um grupo estrangeiro no quadro societário. A empresa também conversa com fundos, com apoio de um banco de investimento, para levantar R$ 120 milhões e ampliar a fábrica instalada em Sidrolândia (MS).
A unidade opera no limite e transforma soja em concentrado proteico usado na fabricação de ração para leitões, aves e peixes. O produto é vendido para 27 países. A primeira etapa do projeto deve aumentar o processamento de 160 para até 340 toneladas de soja/dia, com obras previstas para começar no primeiro trimestre de 2027.
A projeção da companhia é alcançar receita anual entre R$ 380 milhões e R$ 420 milhões a partir de 2028. Em 2025, o faturamento foi de R$ 135 milhões.
Novo produto e recuperação judicial
Osvaldo Aguiar, diretor da Rio Pardo, afirma que a empresa também aposta em uma versão mais fina do concentrado em pó. O produto é usado na formulação de substitutos do leite para bezerros e leitões, segmento cujas vendas cresceram 40% nos últimos meses.
Na avaliação de Aguiar, o avanço está relacionado à destinação do soro de leite, conhecido como whey, para o consumo humano. Com isso, criadores passaram a buscar alternativas.
O pedido de recuperação judicial foi apresentado em novembro de 2023 na Justiça de Campo Grande (MS). Segundo Aguiar, a crise foi influenciada pela guerra na Ucrânia e pela alta dos juros. Um financiamento contratado em 2022, com taxa de 2,5% ao ano, passou a custar de 15% a 17%.
A dívida com bancos foi praticamente zerada, mas a empresa ainda deve esperar de dois a três anos para voltar a ter acesso a crédito de bancos públicos. Com a expansão, a Rio Pardo pretende ampliar a capacidade industrial e elevar a receita nos anos seguintes ao início da obra.








