Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Economia

Jantar de Lula reúne mais de 500 empresários em São Paulo

Evento mudou de local e formato após superar a previsão inicial; empresários esperam ouvir propostas econômicas e diretrizes fiscais.

Jantar de Lula reúne mais de 500 empresários em São Paulo
Foto: Spencer Platt/SPENCER PLATT

O jantar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com empresários terá mais de 500 participantes confirmados nesta sexta-feira, 25, em São Paulo. A previsão inicial era receber cerca de 200 convidados, mas a procura levou o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) a suspender o sistema de confirmação de presença.

O encontro foi transferido do Hilton para o Tivoli Mofarrej, que tem maior capacidade. O formato também mudou: em vez de serviço em mesas, os convidados ficarão dispostos em fileiras. Os organizadores — Esfera, Prerrogativas e Parlatório — reduziram as listas para administrar a adesão.

Entre os nomes esperados estão Joesley Batista e Gilberto Tomazoni, da JBS; José Seripieri Jr, da Amil; Gustavo Pimenta, da Vale; Benjamin Steinbruch, da CSN; Milton Maluhy, do Itaú; Gilson Finkelsztein, do Santander; Ricardo Lacerda, da BR Partners; David Feffer, da Suzano; Sergio Zimerman, da Petz; e Paulo Kakinoff, da Porto Seguro.

Também participarão dirigentes de grandes empresas ligados a associações empresariais dos setores de seguros e resseguros, construção civil e indústria. A presença de representantes do empresariado não é interpretada pelos participantes como apoio ou aval à candidatura de Lula pelo PT. A expectativa é ouvir propostas para a economia que, na avaliação de pessoas que estarão no jantar, foram pouco discutidas na campanha para as eleições de 2026.

Expectativas sobre a economia

A questão fiscal está entre os principais temas esperados. Em 12, durante um comício em Curitiba, Lula afirmou: “para o governo investir, é preciso parar com essa babaquice de fazer superávit”. Empresários esperam diretrizes concretas sobre o equilíbrio das contas públicas e avaliam que a falta de medidas pode levar o país a uma situação de choque a partir do próximo ano.

Um discurso genérico, limitado à recomendação para que o setor produtivo continue trabalhando, empregando e investindo, seria recebido negativamente por parte dos convidados. O mesmo ocorreria, segundo participantes, se a fala do governo se concentrasse apenas em democracia, corrupção, crime organizado e milícias.

Há também expectativa por garantias de segurança jurídica e previsibilidade. A proibição das bets, anunciada nesta semana pelo governo, deve ser abordada. O tema é considerado relevante para o varejo, em meio ao aumento do endividamento da população e à avaliação de que as apostas online contribuíram para reduzir o poder de compra.

A programação inclui falas de Carlos Vieira, presidente da Caixa; Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil; Dario Durigan, ministro da Fazenda; Lula; e Geraldo Alckmin. Três empresários deverão fazer perguntas à equipe econômica, mas os nomes ainda não foram definidos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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