Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Jantar de Lula com empresários termina sem anúncios sobre ajuste fiscal

Encontro em São Paulo reuniu mais de 700 pessoas, mas participantes esperavam medidas concretas para controlar gastos públicos.

Jantar de Lula com empresários termina sem anúncios sobre ajuste fiscal
Foto: Reprodução Youtube

O jantar de Lula com empresários e banqueiros terminou sem anúncios concretos sobre cortes de despesas ou mudanças na equipe econômica. Realizado na noite de sexta-feira, 25, o encontro reuniu mais de 700 pessoas, mas parte dos convidados deixou o local frustrada com a falta de propostas para o ajuste fiscal e para o futuro da economia.

O evento estava marcado para 19h, mas começou efetivamente às 20h40. Antes de Lula falar, organizadores, empresários, ministros e presidentes de instituições públicas ocuparam 1h40 de discursos. Milton Maluhy, do Itaú, foi um dos empresários que registraram presença e saíram antes da fala do presidente.

Expectativas sobre a política fiscal

Alguns participantes esperavam medidas de controle dos gastos públicos ou a indicação de Geraldo Alckmin, vice-presidente, ou de outro nome com credibilidade junto ao mercado para o Ministério da Fazenda. Nada disso foi anunciado. Para convidados, prevaleceu um tom de campanha eleitoral, com ênfase nas realizações do governo e pouca apresentação de propostas para os próximos anos.

Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group, avaliou que os discursos foram mais construtivos do que manifestações anteriores de Lula. Ele citou as falas de Aloísio Mercadante, do BNDES, de Alckmin e de Dario Durigan, da Fazenda, além da defesa feita por Lula de que não se deve gastar mais do que se ganha.

“O problema é que há uma falta de credibilidade grande nesse aspecto”, disse Garman. Para ele, ninguém saiu do jantar esperando uma reforma fiscal profunda caso Lula seja reeleito.

Basilio Jafet, vice-presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi), afirmou que o encontro funcionou como uma prestação de contas aos empresários. Segundo ele, o governo adotou medidas que elevaram a tributação sobre o setor privado, como a taxação da distribuição de lucros e dividendos, de fundos exclusivos e de offshores, além do aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de instituições financeiras.

“O evento foi bom, no sentido de entender o que o governo está pensando, mas sentimos que o tema do ajuste fiscal não tenha sido levado com a profundidade que merece”, afirmou Jafet. O Secovi representa 93 mil empresas, entre incorporadoras, construtoras, administradoras de condomínios, loteadoras e imobiliárias.

Fala de Mercadante

Participantes consideraram o discurso de Mercadante o mais relacionado ao ajuste fiscal. Ele mencionou períodos de fim da crise da dívida externa, superávits primários e conquista de grau de investimento durante gestões de Lula. Também defendeu discussões sobre a responsabilização de todos os entes públicos.

“Todos querem se desendividar e o presidente, mais do que ninguém, também quer”, disse Mercadante.

O tema fiscal também não foi aprofundado durante uma passagem de Lula por uma sala de segurança, onde ele cumprimentou alguns empresários de maior porte antes do jantar. Convidados disseram ainda que os discursos se concentraram em resultados passados e não apresentaram iniciativas inovadoras nem uma visão clara para o futuro.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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