Londrina, Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Analistas projetam Ibovespa acima de 200 mil pontos após primeiro turno

Gestoras esperam alta da Bolsa, valorização do real e menor incerteza fiscal com Flávio Bolsonaro à frente de Lula.

Analistas projetam Ibovespa acima de 200 mil pontos após primeiro turno
Foto: Werther Santana/Estadao e Pedro Kirilos/Estadão Foto: Werther Santana/Estadao e Pedro

O resultado do primeiro turno, com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT), pode levar o Ibovespa a superar 200 mil pontos, segundo analistas de diferentes gestoras. As projeções incluem alta das ações de estatais, queda dos juros e valorização do real, com o mercado antecipando uma possível vitória de Flávio e a adoção de reformas econômicas.

Leonardo Mendes, economista e consultor financeiro da Manchester Investimentos, prevê impacto favorável sobre empresas estatais, como Banco do Brasil e Petrobras, além de alívio nas taxas intermediárias e longas de juros. Ele afirmou que a combinação entre maior presença da direita no Congresso e expectativa de ajuste nas contas públicas elevou a confiança em uma mudança na trajetória da dívida.

Mendes também estimou que a taxa de DI para janeiro de 2031 poderia recuar para perto de 13,5% na abertura do pregão de segunda-feira, 5. Para ele, a melhora na percepção fiscal e a manutenção de um ambiente institucional favorável poderiam acelerar a queda dos juros, embora a direção de redução da Selic já fosse esperada independentemente do vencedor.

Bolsa e juros

Ricardo Modé, chefe de investimentos da Etti Partners, espera forte alta na abertura dos negócios. Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, também prevê reação positiva, especialmente entre small caps ligadas à atividade local, além de queda nas taxas longas.

Anderson Brito, responsável pelo banco de investimento do UBS-BB, projeta alta de pelo menos 5% na Bolsa na segunda-feira, 5. Na avaliação dele, a votação indica perda de suporte de Lula e possibilidade de Flávio atrair eleitores dos demais candidatos. Brito afirmou que, se Flávio for confirmado presidente, a Bolsa poderia terminar o ano acima de 200 mil pontos, com o retorno das ofertas iniciais de ações (IPOs).

Felipe Balassiano, chefe de multimercados da Asa, disse que será muito difícil Lula vencer o segundo turno. Ele associou o cenário à alta da Bolsa, à valorização do real e ao fechamento dos juros nominais e reais, impulsionados pela expectativa de maior disciplina fiscal.

“A reação será guiada pela expectativa de maior disciplina fiscal no próximo governo”, afirmou Balassiano.

Incertezas no segundo turno

Elisa Machado, sócia e economista-chefe da KAT Investimentos, avaliou que a liderança de Flávio acima das expectativas reduz parte das incertezas precificadas pelo mercado, principalmente o risco fiscal. Ela ponderou, porém, que a volatilidade pode continuar elevada durante a nova etapa da disputa e que uma aproximação entre os candidatos nas pesquisas poderia devolver parte dos ganhos esperados.

Para Machado, o fator central para os preços não é o nome do candidato, mas a probabilidade de mudança na trajetória fiscal. Ela também destacou o mapa político das eleições estaduais e um novo Senado majoritariamente de centro-direita como elementos que podem influenciar a capacidade de articulação e aprovação de reformas a partir de 2027.

Até o segundo turno, a economista aponta como fatores relevantes o destino dos votos dos candidatos eliminados, especialmente os de centro, a base do próximo presidente no Congresso e a credibilidade da equipe econômica. Entre os temas observados pelo mercado estão a dívida pública, a disciplina fiscal, o controle de gastos e as perspectivas de crescimento.

Modé afirmou que o desempenho de Flávio revelou um favoritismo ainda não capturado pelas pesquisas e que os ativos brasileiros podem continuar avançando nos próximos pregões. Segundo ele, o avanço do PL no Senado reforça o cenário, embora a evolução nas próximas semanas também dependa das pesquisas eleitorais e do ambiente externo.

O gestor disse ainda que os juros podem cair mais caso haja execução fiscal capaz de melhorar o resultado primário. Em um cenário de ajuste, avaliou, as taxas poderiam ficar abaixo de dois dígitos, nível que ainda não estaria incorporado aos preços.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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