Timothy Armoo afirma que a inteligência artificial tornou mais acessível a criação de negócios justamente quando as contratações para cargos de entrada perderam força. Para o empreendedor, a combinação de ferramentas digitais, redes sociais e plataformas online abriu possibilidades para jovens da geração Z que querem trabalhar por conta própria.
Armoo, que se tornou milionário antes dos 30 anos, considera o período atual o mais favorável da história para construir riqueza. “É assustadoramente fácil” construir riqueza hoje, disse. Na avaliação dele, pequenos projetos desenvolvidos com IA podem ser um dos caminhos mais diretos para quem deseja começar.
Um fundo para startups de IA
A aposta do empreendedor também envolve seu próprio patrimônio. Ele lançou o Legon Fund com o compromisso de investir £ 5 milhões — cerca de US$ 6,7 milhões — em startups de inteligência artificial criadas por empreendedores de minorias.
Armoo afirma que as redes sociais foram a base de sua trajetória financeira e que a IA representa a próxima oportunidade. Para ele, ferramentas como ChatGPT e Claude são praticamente gratuitas, permitindo que uma pessoa desenvolva uma ideia e teste sua aceitação antes de buscar recursos para alcançar mais clientes.
A Fanbytes, agência de marketing de influência criada por Armoo, atendeu clientes como o governo britânico, Deliveroo e Samsung. Em 2022, a Brainlabs adquiriu a empresa por uma quantia de oito dígitos, quando o empreendedor tinha 27 anos. A Brainlabs é descrita como uma agência global de mídia e marketing digital baseada em dados e IA.
Primeiros negócios e expansão
A trajetória empresarial de Armoo começou aos 14 anos, quando ele abriu um serviço de aulas particulares. Em seis semanas, a operação chegou a uma rede de 65 professores. Aos 17, ele fez sua primeira venda de empresa ao negociar a publicação Entrepreneur Express com a Horizon Media.
Em 2017, durante o 2.º ano da graduação, Armoo criou a Fanbytes enquanto colegas de universidade saíam para festas. Antes disso, ele havia sido enviado ainda bebê para viver com a avó em Gana, período que descreveu como incerto e perigoso. Ao retornar para Londres, passou a morar em um conjunto habitacional público marcado pela violência de gangues e por crimes com facas.
Menos empregos de entrada, mais ferramentas digitais
A desaceleração das contratações iniciais levou recém-formados da geração Z a se candidatar a centenas ou milhares de vagas sem receber uma oferta. Ao mesmo tempo, parte desses jovens passou a considerar o empreendedorismo uma alternativa à carreira corporativa e aos empregos tradicionais das 9h às 17h.
A estrutura necessária para iniciar uma atividade também mudou. Um empreendedor pode criar um site no Squarespace, vender diretamente ao consumidor pelo TikTok e conversar com clientes ou prestadores de serviços pelo Zoom sem sair de casa. Os integrantes mais velhos da geração Z, nascidos em 1997, praticamente não conheceram um mundo sem essas ferramentas.
Natasha Stanley, principal coach do site de carreiras careershifters.org, afirmou que existe uma “democratização do acesso ao mundo do empreendedorismo”. Para ela, mais infraestrutura está disponível para quem pretende criar um negócio próprio.
Chase Gallagher, fundador de 24 anos da CMG Landscaping, disse que sua empresa fatura US$ 1,5 milhão por ano. Ele atribui ao celular parte do crescimento do negócio, especialmente por permitir a divulgação dos serviços.
Interesse crescente em abrir empresas
O cargo de “fundador” é o segundo que mais cresce entre os integrantes da geração Z, segundo o LinkedIn. O relatório Entrepreneurship in 2026, da Intuit, aponta que 43% dos jovens dessa geração consideram abrir um negócio em 2026, proporção superior à registrada em qualquer outra faixa etária.
Steven Schwartz, fundador e CEO da plataforma de comércio para criadores Whop, disse que sua geração prefere produzir conteúdo na internet e encontrar clientes online, em vez de seguir carreiras em consultoria ou em bancos. “Você simplesmente precisa começar um negócio, se é isso que quer”, afirmou.








