Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Cognition aposta em modelos próprios e integração com rivais para crescer no Brasil

Scott Wu diz que a startup não está à venda e defende inovação contínua enquanto amplia clientes, equipe e operações no país.

Cognition aposta em modelos próprios e integração com rivais para crescer no Brasil

A Cognition não está à venda, afirmou Scott Wu, fundador da startup responsável pelo Devin, engenheiro de programação baseado em inteligência artificial. A declaração veio depois de relatos de uma tentativa de aquisição pela SpaceX. A empresa também rejeita a ideia de depender de um único fornecedor de tecnologia e trabalha com modelos da OpenAI, da Anthropic, do Google, modelos de código aberto e sistemas próprios.

A Cognition abriu nesta semana uma operação em São Paulo. A estrutura tem sede na região da JK com Faria Lima, equipe de vendas e engenheiros de software, alguns alocados nos escritórios de clientes. A empresa também mantém operações em São Francisco, Nova York, Austin, Washington, Tóquio, Singapura, Londres e Madri.

Expansão e clientes

A startup já tem mais de 10 clientes no Brasil. Nubank e Itaú estão entre os primeiros e trabalham com a Cognition há quase dois anos. Mercado Livre, Natura&Co e B3 entraram mais recentemente. O Santander, um dos maiores clientes globais da empresa ao lado de Citi, Goldman Sachs e Mercedes, demanda serviços em português porque a maior parte de seus programadores está no Brasil.

Guilherme Grupenmacher foi recrutado por Wu para estabelecer a estratégia e as operações da Cognition na América Latina. O executivo teve passagens pelo Atlantico, McKinsey e Thrive Capital.

A empresa foi fundada em 2024, depois de Wu abandonar Harvard para empreender. Natural de Baton Rouge, Louisiana, e filho de chineses, ele ganhou notoriedade ainda na infância em olimpíadas de matemática e competições de programação nos Estados Unidos.

Crescimento e custo de computação

O valuation da Cognition subiu de US$ 26 bilhões em maio para US$ 48 bilhões na semana passada, após uma rodada de US$ 2 bilhões liderada pela a16z e pelo Founders Fund. A receita anualizada avançou de US$ 492 milhões para US$ 900 milhões no mesmo período.

Os gastos com capacidade computacional, porém, devem chegar a US$ 800 milhões este ano. Wu afirma que os custos de inteligência artificial estão caindo rapidamente e que a tecnologia fica aproximadamente 50 vezes mais barata a cada ano para o mesmo nível de inteligência.

Para o fundador, a velocidade de evolução do setor favorece empresas que inovam continuamente. “Em AI, estar dois anos atrasado é muito mais grave”, disse Wu.

Como funciona o Devin

O Devin escreve e revisa códigos, investiga bugs e escolhe, por meio de roteamento dinâmico, o modelo mais adequado para cada demanda. A Cognition afirma ter criado um engenheiro de software completo baseado em inteligência artificial, e não apenas um assistente de programação.

A startup também explora testes, revisão e outras etapas do desenvolvimento de software. O modelo SWE-2 foi desenvolvido para o fluxo de engenharia de software de grandes empresas e, segundo Wu, compete com OpenAI e Anthropic em desempenho e as supera em preço.

O empreendedor espera que a inteligência artificial assuma grande parte das tarefas de manutenção de código, modernização, atualização de versões e correção de bugs. Segundo ele, os engenheiros dedicam cerca de 10% do tempo a atividades criativas, enquanto os outros 90% ficam concentrados nessas tarefas.

Wu também defende uma adoção cuidadosa da tecnologia, com mecanismos para evitar usos indevidos. Para ele, é possível implementar a inteligência artificial com segurança e ampliar o tempo dedicado à criação de produtos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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