Londrina, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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Economia

FMI e Banco Mundial ampliam avaliação sobre risco da dívida pública

Revisão considera investimentos climáticos e aponta aumento do risco fiscal entre países de diferentes níveis de renda.

FMI e Banco Mundial ampliam avaliação sobre risco da dívida pública
Foto: Charly Triballeau/AFP

Banco Mundial e FMI aprovaram uma reforma no instrumento usado para avaliar a sustentabilidade da dívida de países de baixa renda. A mudança amplia a análise sobre os efeitos de investimentos em desenvolvimento e em adaptação às mudanças climáticas.

A revisão, a primeira desde 2017, também estabelece novos limites para o estresse da dívida pública total e diferencia com mais precisão os países sob risco de sobre-endividamento daqueles cuja dívida já é considerada insustentável.

Segundo o FMI, cerca de 14% dos países de baixa renda estão em situação de sobreendividamento, enquanto outros 33% enfrentam risco elevado. Entre os países emergentes, aproximadamente 23% apresentam alto risco de estresse soberano.

Pressão sobre os juros

O Relatório Anual de 2026 do FMI, divulgado em setembro, resume o cenário com o título Navegando em um Mundo Precário. O documento afirma que a dívida pública global voltou a crescer depois de uma queda breve em relação aos níveis recordes registrados durante a pandemia.

“Em apenas três anos, os pagamentos de juros aumentaram de cerca de 2% para quase 3% do PIB”, diz o relatório. O FMI também afirma que esses pagamentos representam “trilhões de dólares em todo o mundo que não podem ser gastos em educação, infraestrutura ou outras prioridades”.

O diagnóstico da instituição é de que o quadro fiscal é preocupante em países de todos os níveis de renda. Pelos critérios do Banco Mundial, o Brasil é classificado como país de renda média-alta e não está sujeito ao novo modelo.

Ainda assim, a avaliação apresentada pelo FMI relaciona o risco fiscal à definição de prioridades e ao financiamento de projetos de grande porte. O país deixou de ser classificado como de baixa renda e, após quatro décadas de democracia, integra o grupo das dez maiores economias do mundo, além de ter presença global no comércio e no volume de investimentos.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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