Londrina, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
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Apoio à proibição das bets chega a 77% nas redes, aponta Palver

Monitoramento mostra que apoio à medida atingiu 92% em 20 de setembro e caiu para 57% no dia da decisão.

Apoio à proibição das bets chega a 77% nas redes, aponta Palver
Foto: Adobe Stock

A possível proibição das bets pelo governo federal recebeu apoio de 77% dos usuários que comentaram o tema nas redes sociais entre 17 e 23 de setembro, segundo levantamento da Palver. As mensagens críticas à medida representaram 23% da amostra.

A empresa de inteligência e análise do ambiente digital monitorou publicações no Instagram, X, Facebook, TikTok e Youtube, além de mensagens no WhatsApp e Telegram. O apoio chegou a 92% em 20 de setembro, mas recuou para 57% em 23 de setembro, quando Lula se reuniu com ministros no Palácio do Alvorada para definir a medida.

A conversa ganhou força em 17 de setembro, após a circulação de informações sobre a preparação de uma Medida Provisória pelo governo. O debate atingiu o pico em 20 de setembro, com 273 menções a cada 100 mil mensagens, e também registrou 48 menções a cada 100 mil em 19 de setembro. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira, 24.

Principais narrativas

A mobilização eleitoral pró-Lula foi a narrativa mais frequente, com 26% da amostra. O grupo reúne slogans, hashtags e convocações para compartilhar mensagens que apresentam o fim das bets como proposta de Lula e Alckmin. Também aparecem conteúdos que associam Lula à defesa da vida e do povo e Flávio Bolsonaro ao lado do lucro.

A Palver afirmou que essa mobilização transformou a proibição em bandeira de campanha. A empresa também apontou que o dia da decisão registrou a maior parcela de críticas desde 17 de setembro, com 43% das mensagens, abrindo espaço para acusações de contradição e oportunismo eleitoral.

A narrativa de apoio popular e proteção social teve peso estimado de 16%. As mensagens tratam as bets como vício e apontam destruição de famílias, endividamento e mortes. Esse grupo também celebra a proibição como medida urgente.

Outra frente identificada foi a resistência do setor esportivo, com 11% da amostra. As mensagens repercutiram o manifesto de clubes como Flamengo, Corinthians e Palmeiras contra a Medida Provisória e classificaram a proposta como o fim do futebol. Conforme a Palver, essa foi a única narrativa relevante em que as críticas superaram o apoio.

Participação de Lula

Lula foi citado em 51% das mensagens monitoradas. Na avaliação da Palver, ele se apropriou da pauta e a transformou em bandeira de campanha, enquanto clubes de futebol, empresas de apostas e influenciadores associados às bets ficaram pressionados. Flávio Bolsonaro teve dificuldade para disputar o tema.

A mobilização eleitoral pró-Lula, somada ao apelo de proteção social, representou 42% da interação nas redes. As críticas de contradição e oportunismo ficaram em 5%, com usuários responsabilizando o governo Lula pela expansão das bets.

A Palver avaliou que uma restrição parcial pode ser interpretada como recuo diante de clubes e patrocinadores. Já uma proibição total pode reabrir os argumentos sobre mercado ilegal, impacto econômico e uso de Medida Provisória sem debate no Congresso.

Texto produzido pela Redação Ponto de Hoje com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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