GOIANA (PE) — A Leapmotor deverá levar ao Brasil, no final de 2027, uma versão flex do sistema híbrido em série usado nos SUVs B10 e C10. A tecnologia será preparada para funcionar com etanol e gasolina e deve estrear junto do início da produção nacional dos dois modelos.
A fabricação está prevista para a unidade da Stellantis em Goiana, onde já são produzidos veículos das marcas Jeep, Fiat e Ram. A fábrica recebe investimentos em expansão, com cerca de R$ 13 bilhões previstos até 2030. A confirmação da produção nacional dos SUVs foi feita pela Leapmotor desde abril.
A informação sobre o cronograma foi confirmada por João Irineu Medeiros, vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Stellantis, grupo controlador da Leapmotor no país.
Como funciona o híbrido em série
O conjunto é conhecido como REEV, sigla em inglês para veículo elétrico de autonomia estendida. Nesse sistema, o motor a combustão não movimenta diretamente as rodas. Sua função é gerar eletricidade para recarregar a bateria, enquanto a tração fica sob responsabilidade do motor elétrico.
No caso da configuração usada pela Leapmotor, o propulsor a combustão é um 1.5 aspirado, de quatro cilindros e 16 válvulas, com injeção indireta multiponto. Quando a carga da bateria termina em uma viagem, o motor é acionado automaticamente para produzir energia e manter o veículo em funcionamento.
A tecnologia foi lançada no Brasil pela própria Leapmotor com o C10, ainda em 2025. Embora seja classificado tecnicamente como híbrido em série, o sistema proporciona tração 100% elétrica. Em modelos híbridos plenos, conhecidos como HEV, ou híbridos plug-in, chamados de PHEV, o motor a combustão também pode transmitir força às rodas, conforme a velocidade e a demanda.
Como o propulsor trabalha apenas como gerador, ele funciona na rotação considerada mais eficiente e não precisa tracionar o veículo. A configuração também reduz a dependência de recarga durante viagens longas, já que o abastecimento do motor a combustão mantém a geração de eletricidade.








