SÃO PAULO — A Kia Tasman GL chega ao Brasil por R$ 249.990 como a única configuração disponível inicialmente. Primeira picape média da marca, ela combina motor turbodiesel de 210 cv, cabine espaçosa, tração 4x4 e uma lista de equipamentos ampla, embora o desenho externo tenha gerado críticas desde a apresentação global.
A versão PGL, mais completa e cara, está prevista para chegar até o fim deste ano. O grupo Gandini, importador oficial da Kia, explicou que a escolha pela configuração de entrada permitiu antecipar o lançamento do modelo no país.
Equipamentos e preço
Na faixa de R$ 250 mil, a Tasman GL disputa espaço com a GWM Poer P30 Exclusive e a Ram Dakota Big Horn. Ford Ranger, Toyota Hilux e Chevrolet S10 aparecem com preços acima de R$ 280 mil, exceto a picape da Ford quando considerada a venda direta.
Entre os itens de série estão chave presencial, partida por botão, ar-condicionado digital de duas zonas, freio de estacionamento eletrônico, faróis full-LED com acionamento automático, câmera de ré, sensores de estacionamento, rodas de 17 polegadas, seis airbags e central multimídia de 12,3 polegadas.
A configuração não inclui estribos laterais nem protetor de caçamba, vendidos como acessórios. Quadro de instrumentos digital, pacote Adas e bancos dianteiros revestidos de couro com ajustes elétricos ficarão para a Tasman PGL.
Motor e comportamento
O motor 2.2 turbodiesel Smartstream, usado também no Sorento, recebeu recalibração e passou de 194 cv para 210 cv. Com isso, a Tasman se torna a picape de quatro cilindros a diesel mais potente do Brasil, enquanto a Ranger citada no teste utiliza um motor V6 de 250 cv. O câmbio é automático de oito marchas.
A Kia informa consumo de 9,5 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada, além de aceleração de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos. O torque é de 45 kgfm. A potência específica chega a 97 cv/l, enquanto a Hilux obtém 204 cv de seu motor 2.8.
O primeiro contato ocorreu em um percurso de 5 km, em uma fazenda no interior de São Paulo. A picape oferece tração 4x4 automática, 4x4 convencional e reduzida, além de sete modos de condução: Eco, Normal, Sport, My Drive, Neve, Lama e Areia.
Mesmo com a avaliação limitada, a Tasman apresentou funcionamento silencioso e respostas suaves. O conjunto de coxins da cabine reduziu a sensação de oscilações típica de picapes com chassi sobre longarinas. A carroceria mostrou pouca torção nas manobras, enquanto o diâmetro de giro de 11,5 metros facilitou as conversões.
Espaço e dimensões
O entre-eixos de 3,27 metros contribui para o espaço interno, e há ainda um compartimento de 45 litros sob o banco traseiro. A picape mede 5,41 m de comprimento, 6 cm a mais que a Ranger.
A caçamba comporta 1.173 litros, e a capacidade de carga é de 1.007 kg, números situados na média do segmento. A capacidade de imersão chega a 80 cm, o mesmo índice informado para a Ranger.
O acabamento combina bancos de imitação de couro e tecido com painéis revestidos, em sua maioria, de plástico emborrachado. O conjunto de conforto, equipamentos, suavidade e preço coloca a Tasman como alternativa às picapes médias tradicionais, apesar da aparência fora do padrão.
Os principais pontos positivos observados foram o silêncio do motor, o controle dos movimentos da cabine e a facilidade de manobra. Entre os pontos negativos estão o consumo e a venda separada do protetor de caçamba e dos estribos laterais.








