O Jeep Avenger Altitude chega como a versão mais acessível do SUV híbrido leve da marca, com preço de R$ 119.990. O modelo foi desenvolvido para o uso urbano e tem como principais destaques a altura elevada em relação ao solo, o desempenho do motor turbo e a lista de equipamentos de segurança. Em contrapartida, o banco traseiro concentra os cortes mais visíveis do projeto.
A configuração não tem tração 4x4. Em seu lugar, oferece o modo All Terrain, que atua como um bloqueio eletrônico do diferencial dianteiro e pode ajudar em trechos leves de terra ou lama. A proposta é lidar com obstáculos comuns da cidade, como valetas, rampas e pisos irregulares.
Motor recalibrado e aceleração
Todas as versões usam o motor T200 1.0 turbo flex, de três cilindros, 12 válvulas e injeção direta, combinado ao sistema MHEV de 12 Volts. O conjunto elétrico acrescenta 4 cv e 1 kgfm, mas não movimenta as rodas sozinho. Ele auxilia o motor a combustão nas partidas e retomadas. A transmissão é automática CVT, com sete marchas simuladas.
No Avenger, o propulsor entrega 116 cv e 20,4 kgfm com qualquer combustível. A potência é menor que a oferecida em outros modelos da Stellantis equipados com o mesmo motor, nos quais chega a 130 cv. No Rota 127 Campo de Provas, o SUV acelerou de 0 a 100 km/h em 9,7 segundos. O resultado foi melhor que os 11,7 s do Tera, os 10,4 s do Kardian e os 10 s do Sonic. O Pulse de 130 cv fez 9,4 s.
A redução de potência está relacionada à diminuição dos gastos tributários do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), conforme a explicação apresentada para o conjunto mecânico.
Espaço e acabamento
Com 4,09 metros de comprimento, 1,78 m de largura, 1,60 m de altura e 2,56 m de entre-eixos, o Avenger é o menor Jeep já produzido. O porta-malas comporta 321 litros pelo padrão VDA. O volume é inferior aos 350 l do Tera, 358 l do Kardian e 392 l do Sonic, mas próximo dos 320 l do modelo da própria marca.
O compartimento traseiro acomoda bem as compras, mas o espaço para passageiros é limitado. Uma pessoa de 1,87 m encontra pouco espaço para as pernas e para a cabeça quando o banco dianteiro está ajustado à sua posição. O acesso também é apertado.
A versão Altitude usa bancos de tecido, não tem apoio de braço central traseiro, entradas USB para quem viaja atrás, saídas de ar-condicionado nem alto-falantes instalados nas portas traseiras. Na dianteira, há superfícies macias nos apoios de braço e na parte superior das portas. O painel combina plástico rígido, tecido, vinil e costuras aparentes, além de iluminação ambiente com oito opções de cores.
A central multimídia tem 10 polegadas e permite conexão sem fio com Apple CarPlay e Android Auto. Os comandos do ar-condicionado e do volume também podem ser acessados por botões físicos. O quadro de instrumentos digital tem sete polegadas, enquanto o freio de estacionamento eletrônico é item de série. Há ainda duas entradas USB, uma do tipo A e outra do tipo C, na dianteira.
Altura para enfrentar a cidade
O vão livre do solo é de 22,1 cm, acima dos 20,2 cm do Pulse. Os ângulos de ataque e saída são de 22° e 33,6°, respectivamente. A suspensão do modelo vendido no Brasil foi elevada em cerca de 2 cm em relação à configuração europeia.
Na prática, essas características ajudam o SUV a passar por valetas, rampas inclinadas e pisos irregulares sem raspar com facilidade. O comportamento urbano é favorecido também pelas dimensões compactas, que facilitam as manobras e o estacionamento.
O sistema start-stop não tem botão próprio para ser desligado. No modo Sport, porém, ele é desativado automaticamente. O modo não altera de forma significativa a dinâmica do veículo em relação ao Normal.
Consumo e frenagem
Com gasolina e ar-condicionado ligados, o Avenger registrou 11,7 km/l na cidade e 14,9 km/l na estrada. O tanque tem capacidade para 54 litros, com autonomia calculada de 631 km no uso urbano e 804,6 km em rodovias.
A suspensão combina McPherson independente na dianteira e eixo de torção na traseira. Os freios têm discos ventilados na frente e discos sólidos atrás. Nas frenagens cotidianas, o pedal apresenta resposta suave e bem calibrada. De 100 km/h até a imobilização, entretanto, o veículo precisou de 41,4 metros.
O peso de 1.253 kg ajuda a explicar parte do resultado. O Tera pesa 1.169 kg, o Kardian, 1.186 kg, e o Pulse, 1.234 kg. No mesmo teste, o Tera precisou de 37,4 metros.
Equipamentos, preços e revisões
Entre os itens da Altitude estão seis airbags, alerta de colisão frontal, frenagem automática de emergência, alerta de saída e assistente de permanência em faixa, controle de estabilidade e de descida, detector de fadiga, piloto automático, reconhecimento de placas, sensor de pressão dos pneus, sensor de estacionamento traseiro, faróis de LED, rodas de liga leve de 16 polegadas e a central multimídia com conexão sem fio.
A promoção de lançamento das 1 mil primeiras unidades por R$ 114.990 terminou. No caso da unidade avaliada, a pintura Branco Snow custa R$ 1.100. A câmera de ré e as barras de teto fazem parte do pacote High Altitude, de R$ 5.000, levando o preço a R$ 126.090.
A garantia é de cinco anos. As revisões devem ocorrer a cada 12 mil km ou 12 meses. Até os primeiros 60 mil km, são cinco serviços programados, com custo total de R$ 5.049: R$ 855 na primeira, R$ 883 na segunda, R$ 1.035 na terceira, R$ 883 na quarta e R$ 1.393 na quinta.
O Avenger Altitude entrega desempenho adequado, boa capacidade para enfrentar obstáculos urbanos e uma relação extensa de recursos de segurança. A economia de materiais e de equipamentos aparece principalmente no banco traseiro, enquanto o consumo e a distância de frenagem ficam entre os pontos que exigem atenção antes da compra.








