MACEIÓ — A Polícia Federal de Alagoas investiga a aplicação de R$ 97 milhões do instituto de previdência de Maceió em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso. Os recursos foram transferidos pelo IPREV Maceió entre dezembro de 2023 e maio de 2024, durante a gestão do ex-prefeito João Henrique Caldas, conhecido como JHC, candidato do PSDB ao governo de Alagoas.
A primeira operação ocorreu em 6 de dezembro de 2023, no valor de R$ 80 milhões. Conforme a investigação, o Master não tinha autorização do Ministério da Previdência Social para receber aportes naquele momento. A segunda transferência, de R$ 17 milhões, foi feita em 13 de maio de 2024.
Decisão judicial
Em decisão de março de 2026, o juiz federal da 13ª Vara de Alagoas, Raimundo Alves de Campos Jr., apontou responsabilidade de JHC na aplicação dos recursos destinados a aposentados e pensionistas de Maceió. O magistrado acompanhou o entendimento do Ministério Público Federal.
A decisão registra que JHC era o responsável legal pela unidade gestora perante o Ministério da Previdência Social e tinha poder direto para nomear e exonerar integrantes da cúpula do IPREV Maceió. Com a menção ao candidato, Campos Jr. reconheceu a prerrogativa de foro e deixou de analisar o caso na Justiça Federal de Alagoas.
O juiz determinou o envio integral dos autos, sob sigilo, ao Supremo Tribunal Federal, com sugestão de distribuição por dependência ao processo que investiga o chamado Caso Banco Master.
Defesa
JHC se manifestou nas redes sociais e apresentou um documento sobre procedimentos extrajudiciais em tramitação no Ministério Público Federal. O material exibia a mensagem Nada Consta.
O candidato havia confirmado presença no debate da Band Alagoas no último sábado (12), mas não compareceu ao evento após o levantamento do sigilo e a divulgação da investigação da Polícia Federal.







